Duas cidades do Litoral já registraram a presença de pinguins. De acordo com a equipe de monitoramento da Udesc, já foi registrado um total de 88 ocorrências com a presença dos animais. Destes, foram resgatados 18 pinguins vivos e realizadas 30 necropsias, em Laguna e Imbituba.
Todos os anos, os pinguins sobem desde a Patagônia Argentina até o nosso Litoral.
Conforme a equipe da Udesc, nesse trajeto muitos chegam debilitados. Alguns não resistem e morrem, principalmente os juvenis. O quadro mais comum apresentado pelos pinguins é a chamada “síndrome do pinguim encalhado”. Segundo a médica veterinária Nicole Nigro, a síndrome consiste num estado de debilidade geral causado por intensa desidratação, desnutrição e hipotermia. Nos casos mais graves, eles também podem chegar com hipoglicemia.
O tratamento é de suporte, com o objetivo de restabelecer a hidratação, a temperatura e a condição corporal dos animais. Para isso, os pinguins são mantidos em ambiente climatizado e são aquecidos com bolsas de água quente. “Eles também recebem fluido, terapia parenteral aquecida e alimentação com papa de peixe via sonda.
Antibióticos e antifúngicos também são utilizados para o tratamento de afecções respiratórias, outro quadro bastante frequente nestes animais”, afirma Nicole.
A equipe pede que, se você encontrar um deles nas praias, deixe-o tranquilo. A melhor maneira de ajudar é ligar para o 0800 642 3341, e alguém da equipe de resgate irá ao encontro dele.