As empresas JR Construções e Terraplanagem e a Fraga Construções e Engenharia apresentaram propostas à prefeitura de Capivari de Baixo para construir a cabeceira da ponte Stélio Cascaes Boabaid, sobre o rio Tubarão, pelo lado do município.
Conforme previsto no edital, os envelopes com os documentos das duas empresas foram abertos no dia 26 de junho e agora é aguardado o prazo de cinco dias úteis, que encerra na segunda-feira, para recursos.
Passada esta fase, haverá a abertura das propostas, informou a prefeitura de Capivari. A empresa que ofertar o serviço pelo menor valor vence a licitação. A proposta tem que ser igual ou inferior a R$ 3.507,670,00, valor orçado para a obra.
Com projeto feito pela Amurel, a obra contempla, além da cabeceira seguindo a tipologia da ponte, com ciclovia, pista de pedestre, iluminação e drenagem, a pavimentação do acesso em concreto, que vai até a rotatória da avenida Nilton Sachetti. “A pavimentação da cabeceira será em asfalto, assim como da ponte e do lado de Tubarão, mas o acesso, entre a cabeceira e a avenida, será em concreto e também está contemplado no edital”, explicou o secretário de Gestão e Fazenda, Mário Latrônico Júnior.
Recurso deve ser anunciado hoje
Já a obra do acesso à ponte Stélio Cascaes Boabaid pelo lado de Tubarão está parada há mais de um mês por falta de recursos do Estado, junto com a continuação da rodovia Aggeu Medeiros, entre a Cidade Azul e Laguna. Mas, depois de diversas reuniões, uma coletiva ocorre nesta sexta-feira pela manhã, na sede da Amurel, e o Estado deverá anunciar a liberação de mais um montante.
Segundo o presidente do CIM-Amurel (consórcio responsável pela obra), Hélio Alberton Júnior, nesse encontro estará o chefe da Casa Civil, Estêner Soratto, e os deputados Pepê Collaço e Volnei Weber. “Nesta reunião, anunciaremos o que o Estado vai ofertar para o consórcio trabalhar neste momento”, aponta Hélio, sem dar detalhes.
A obra não estava empenhada no orçamento 2023 e alterações no projeto precisaram ser discutidas. Segundo informações do Estado, o problema já esteve mais longe de ser resolvido.
Na semana anterior, Hélio havia informado que as alterações no projeto devem seguir em paralelo às obras, já que elas serão realizadas em pontos mais à frente. A ideia inicial era dar continuidade à obra, partindo da ponte Stélio Boabaid em direção a Laguna, dividindo os trabalhos por lotes, fazendo uma frente por vez.
Valor pendente
No dia 16 de maio, a Confer - responsável pelas obras de pavimentação da rodovia -, informou ao consórcio que paralisaria os trabalhos. A alegação foi a falta de repasse de recursos por parte do governo do Estado. O calendário de repasses previa o pagamento dos recursos em dez parcelas. A primeira, em 2021, foi de cerca de R$ 3,5 milhões. No ano seguinte, em 21 de novembro de 2022, ocorreu o segundo repasse, na ordem de R$ 7,5 milhões. Estes R$ 11 milhões repassados são relacionados a um total de R$ 76,5 milhões, valor total da obra.