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Desestatização dos portos é discutida

10/12/2021 06:00

A proposta de desestatização dos portos de Santa Catarina foi debatida na tarde desta quinta-feira, em audiência pública na Câmara de Vereadores de Imbituba. A reunião foi presidida pelo deputado estadual Volnei Weber, líder da Comissão Mista que analisa o processo na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

 

O Plenário da Câmara de Vereadores esteve lotado durante toda a reunião. Representantes de vários segmentos da sociedade expuseram opiniões sobre a possibilidade da privatização do Porto de Imbituba.


O presidente da Associação Empresarial local, Adílson Silvestre, foi o primeiro a se manifestar. Ele disse que parte dos associados da Acim é usuária do porto e que a classe empresarial é fomentadora de riqueza para a unidade portuária. O presidente salientou a importância do debate neste momento.


“O que nós discutimos é a forma como será feita a privatização. Nós temos que entender as regras do jogo. Nós ainda não sabemos qual é o desejo do governo federal. Temos que entender bastante isso, mas não podemos negar o bom trabalho que a SC Par vem fazendo em Imbituba”, disse Adílson.


Os representantes dos empregados (concursados) da SC Par Porto de Imbituba marcaram presença na audiência. Gabriel Escobar, um dos funcionários, fez questão de salientar que o Estado está se propondo a pagar um estudo no valor de R$ 10 milhões para que seja viabilizada a privatização da unidade portuária.


“O Estado está pagando para mostrar à União que a privatização dará lucro, com dividendos da SC Par Holding. Desculpe, mas esse negócio não está valendo para Imbituba. Deputados, a gente não pode deixar que esse estudo vá pra frente”, expôs Gabriel Escobar.


O deputado Volnei Weber fez questão de salientar a importância das discussões sobre o tema. “O meu posicionamento é ouvir as pessoas, coletar informações, abrir os pontos de debate e, por meio do debate, construir um documento para ser entregue ao governo do Estado. O importante é que o governo preste atenção na forma de conduzir o processo e, se lá na frente, talvez, entenda que seja necessário tomar um novo caminho, primeiro temos que construir isso com equilíbrio e segurança”, reiterou.

 

Estudo inicial foi apresentado

Segundo o estudo elaborado pelo governo federal, que ainda está na fase inicial e que foi apresentado à Alesc há um mês, o objetivo é reduzir o chamado “Custo Brasil”, mas sem desconsiderar as questões locais. O secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni, disse, na época, que a missão é gerar um impacto positivo econômico, de emprego e renda. Segundo ele, a pauta é de oportunidades, com portos organizados, competitivos, com condições de reter as cargas, bem como com capacidade de ampliação e atendimento cada vez maiores.

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