Durante 30 dias, adolescentes de Tubarão participarão de um curso na unidade do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola). As aulas iniciaram ontem, e serão ministradas de segunda a sexta, das 18h às 21h, perfazendo um total de 60 horas.
O objetivo maior é, segundo a coordenadora da unidade do CIEE em Tubarão, Sylvia Antunes Figueiredo, que sejam identificadas as empresas para absorver esses jovens em seu quadro de colaboradores já através do Programa de Aprendizagem ou Programa de Estágio.
O PIT (Programa de Iniciação ao Trabalho) tem o objetivo de defender a garantia dos direitos de igualdade, e o CIEE oferece o programa para preparar adolescentes e jovens para o ingresso e a permanência no mundo do trabalho. “O programa vai além da instrumentalização para a vida profissional, é uma construção para a vida, proporcionando ao jovem o acesso a um trabalho digno, o fortalecimento da autonomia e o protagonismo juvenil, promovendo habilidades e atitudes que previnam situações de riscos sociais”, destaca Sylvia.
Realizado pelo CIEE de Santa Catarina, o PIT disponibiliza o curso gratuito com 60 horas aos adolescentes e jovens, preparando-os para a primeira experiência de trabalho. “Além de ser realizado em grupos com o objetivo de criar vínculos entre os participantes, o programa também tem como intuito contribuir para o retorno ou permanência dos jovens na escola”, pontua.
Apoio da rede socioassistencial
A coordenadora explica que, para que o programa acontecesse em Tubarão, foi imprescindível o apoio da rede socioassistencial, “e é por meio da rede que o programa chega às famílias de adolescentes e jovens que mais necessitam da inserção no mercado de trabalho”, diz. Assim, são realizadas ações que prioritariamente atendam às demandas do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), centros comunitários e instituições parceiras que ajudam a identificar os jovens para que eles retomem os estudos. “A escola é parceira essencial, garantindo a elevação da escolaridade e rompendo as desigualdades sociais”, conclui Sylvia.