O número de doações de órgãos em julho bateu recorde desde 2014. Foram, ao todo, 34 doações no Estado, segundo a Central Estadual de Transplantes (SC Transplantes).
Se comparado ao mesmo período do ano passado, o número atingiu mais que o dobro, já que em 2018 foram 16 doações efetivas de órgãos – quando se aproveita ao menos um órgão para transplante. Em 2017, foram 18, também em julho.
Em Tubarão, o Hospital Nossa Senhora da Conceição se destaca em número de doações. Em julho, foram duas, e agora em agosto já aconteceu mais uma, segundo o coordenador da Comissão de Transplantes e coordenador da UTI, Vilto Michels Júnior. “Geralmente, as doações são de fígado, rins e córnea, mas a de agosto foi de coração”, pontua.
De acordo com o médico, ao todo, neste ano já foram feitas 15 doações – um número muito maior do que no ano passado, quando foram contabilizadas 16 doações em um ano. “As doações estão crescendo, as pessoas estão ficando mais conscientes da importância deste ato. O trabalho realizado por nós desde o momento que o paciente chega aqui até o momento da declaração da morte encefálica e o acolhimento e contato com os familiares tem propiciado esta aceitação. Neste ano, apenas 29% das famílias apresentaram rejeição às doações de órgãos”, comenta.
Para o coordenador, entretanto, ainda há muito que se trabalhar para chegar ao objetivo, que é reduzir ainda mais as negativas de autorização.