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Corte de incentivos fiscais: alimentos ficarão mais caros

Carnes e até a água terão aumento nos supermercados com a alta do ICMS no Estado

03/09/2019 06:00

Carnes de frango, suíno e peixes, derivados de carnes, leites especiais, queijos, pães especiais (exceto o pão francês) e erva-mate com mistura são alguns dos produtos que devem começar a chegar mais caros na mesa dos consumidores, já a partir desta semana.


O aumento no preço dos produtos se deve ao aumento de alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) para uma série de alimentos. Com isso, distribuidores, supermercados e restaurantes vão transferir os reajustes aos consumidores.


Segundo o presidente da Associação Catarinense de Supermercados (Acats), Paulo César Lopes, muitas empresas estavam segurando os preços “na esperança de que o governo voltasse atrás por meio do projeto do rescaldo, mas isso ainda não aconteceu”, pontua. Ele disse que este é um assunto que vem sendo discutido desde o ano passado, e que se esperava que houvesse uma decisão contrária ao aumento por parte do governo.


Paulo diz ainda que agora a associação apelou à Assembleia Legislativa de Santa Catarina para que reveja a possibilidade de sustação do ato. “Ou até mesmo que o governador reveja este aumento e volte atrás”, pondera.


“Alguns produtos já aumentaram porque as mudanças de alíquotas estão valendo desde o dia 1º de agosto. O que as empresas tinham em estoque, principalmente produtos não perecíveis, seguiu com o mesmo preço até terminar. Mas o que tem impacto maior, de perecíveis, em que o abastecimento é semanal ou diário, o pessoal já teve que passar. Esperávamos que o governo retrocedesse, mas isso não aconteceu”, revela Paulo. 

 

Consumidor é o mais afetado

O presidente da Acats lamenta que o aumento dos preços de alimentos afeta justamente o consumidor final e, principalmente, de classes mais baixas, sendo que muitos dos produtos são da cesta básica. “Os supermercados e restaurantes são apenas repassadores de preços, não os responsáveis pelo aumento, que, inclusive, estamos lutando para que seja revisto e cancelado”, reforça Paulo César. Outros produtos, como massas especiais, gás de cozinha, água mineral, sardinha e atum em lata, já tiveram altas de imposto que variaram de 7% para 12% ou para 17%, no caso da água. “Um aumento deste na água mineral ou nas caixas de leites especiais, enriquecidos com ferro, por exemplo, é uma questão até de saúde pública”, avalia.

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