Quatro empresas previamente habilitadas estão realizando projetos, levantamentos, investigações e estudos técnicos que subsidiem a modelagem da concessão para expansão, exploração e manutenção do Aeroporto Regional Sul Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna.
Os estudos estão sendo elaborados com base em levantamentos e visitas técnicas por parte das empresas qualificadas no processo.
De acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, as empresas habilitadas a estudarem a estrutura têm até outubro para concluírem os trabalhos. Depois disso, o resultado desses projetos são avaliados e, a partir deles ou de um deles, será elaborado um edital de concessão para o aeroporto. Depois é realizado o processo de concessão, no qual empresas que trabalham com aeroportos concorrem.
“A exemplo do que acontece em Florianópolis, a empresa que vencer este futuro certame receberá a autorização para explorar a estrutura, e o atual estudo é feito justamente para definir qual será a contrapartida da vencedora ao Estado e qual é o potencial de lucratividade da empresa com isso, além do tempo de concessão”, explica a secretaria.
Segundo o órgão, mesmo com a crise econômica mundial no setor da aviação, especialmente afetado pela pandemia mundial de covid-19, houve retomada dos voos regulares da Azul e outras empresas do setor estão demonstrando interesse em operar no aeroporto regional. Também opera voos regulares no local a empresa Latam. “Ou seja, a movimentação do aeroporto aumentou gradativamente, mesmo diante do cenário mundial desafiador para o setor”, pontua.
“É importante destacar que os avanços são resultado de uma série de ações de melhoria. Houve reforma completa da seção contra incêndio, impermeabilização do terminal de passageiros, revitalização da sinalização horizontal da pista e pátio, além de implantação do Papi secundário (sistema visual de aproximação de aeronaves, uma ferramenta que melhora a condição de segurança), etc”, ressalta a secretaria.
RDL diz que cresce o movimento nos voos
O setor da aviação foi um dos mais atingidos pela pandemia da covid-19, chegando a ficar aproximadamente oito meses sem operação no Aeroporto Regional Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna.
Segundo André Constanzo, da RDL - empresa que administra o local -, aos poucos o aeroporto começa a retomar seu movimento.
André explica que o aeroporto em si não tem dívidas, mas que a RDL tem tanto ativos para receber quanto passivos a serem pagos. “Tudo está sendo negociado. Estamos fazendo acordos para receber o que precisamos, assim como para pagar o que é devido. Mas isso leva tempo. Também trocamos alguns fornecedores”, aponta.
A RDL é contratada, via processo licitatório, pela Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, para administrar a operação do aeroporto. O contrato ainda é válido por mais três anos, segundo André. “Hoje o aeroporto já está consolidado. Temos dois voos diários que saem com 80% da capacidade, e tende a melhorar. Lógico que levará um bom tempo, isso em nível nacional, para que realmente se possa normalizar a situação financeira”, pontua.