Medidas efetivas para evitar a contaminação e a proliferação da covid-19, como lavar as mãos várias vezes ao dia, usar álcool em gel, manter o distanciamento social e usar máscaras, fazem parte do atual cenário pandêmico.
Cuidados, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que precisam ser ampliados, porque o vírus é capaz de sobreviver em diversas superfícies por horas, ou até mesmo por dias. Entre tantos locais que podem abrigar o Sars-Cov-2, o cabelo é um deles.
“O coronavírus pode, sim, estar nos cabelos. Isso pode ocorrer porque tocamos na cabeça e, principalmente, no nariz, olhos e boca. Outro costume muito frequente, em especial das mulheres, é ter o hábito de passar as mãos nos cabelos. Esse vírus tem como uma de suas características uma camada oleosa que o envolve. Cabelo, barba e rosto, no geral, produzem um volume maior de “gordura” durante o dia, o que permite que ele permaneça por mais tempo nestas áreas”, explica a dermatologista do Complexo Médico Provida Cínthia Mendes.
A região capilar é uma das partes protegidas pelos equipamentos de proteção individual (EPIs) utilizados pelos profissionais de saúde, além das luvas de procedimentos, máscaras, protetores faciais e aventais.
“Para as pessoas que trabalham com idosos, pacientes, em locais como centros cirúrgicos e enfermarias, isolar os cabelos com toucas ou prendê-los evita que os fios sejam comprometidos, contaminados e contaminem”, orienta a médica.
A dermatologista indica, neste período de pandemia, a lavagem diária dos fios, principalmente se forem expostos a ambientes com maior potencial de contaminação. Xampus ou sabonetes são adstringentes e ao serem usados removem a sujeira e, consequentemente, a gordura, eliminando também o vírus.
“Manter os cabelos amarrados, evitar levar as mãos nos fios e lavá-los com maior frequência são medidas simples e necessárias para evitar o coronavírus”, completa.