O professor e biólogo Pedro Castilhos diz que é pouco provável que outro tubarão apareça pelos mares da região, como o que apareceu morto esta semana na Barra de Ibiraquera, em Imbituba.
Um tubarão da espécie Isurus oxyrinchus, conhecida também como anequim, apareceu morto na manhã de quarta-feira e as causas ainda estão sendo apuradas.
Segundo Pedro, que faz parte do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP/BS), o animal, que é raramente visto nessa região, se trata de uma espécie juvenil e tinha 86 cm de comprimento.
O tubarão foi recolhido pela equipe do projeto e vai passar pela necropsia. “Sabemos que é um animal que vive em águas profundas e que podem estar em partes mais rasas procurando comida”, explica o biólogo. No entanto, o caso foi pontual e apenas depois de apuradas as causas da morte é que pode se fazer uma avaliação mais profunda de como ele veio parar na região. Segundo o professor, é preciso, inclusive, saber se ele não ficou preso em alguma rede e depois descartado, vindo já morto parar na costa.
O tubarão anequim é considerado o mais rápido do mundo e se alimenta de outros tubarões menores e peixes ósseos. Adultos, os anequins têm 2,5m até 4m de comprimento. Ele apresenta diversos dentes projetando-se para fora da boca e, segundo biólogos, vive longe das costas litorâneas, mas se aproxima do litoral durante o verão, época em que há maior oferta de alimento e de reprodução. Mesmo presente em todo o mundo, ele é listado como uma espécie ameaçada por conta da pesca predatória.
A equipe do projeto orienta a população para que, em casos de animais marinhos encontrados vivos ou mortos em praias de Santa Catarina, acione os profissionais por meio do telefone 0800 642 3341.