Órgão alerta para a vacinação dos rebanhos. Doença pode ser transmitida ao ser humano
A Cidasc confirmou, por meio de exames laboratoriais, um foco de raiva em equino na comunidade da Costa da lagoa, em Jaguaruna.
Um outro caso suspeito, dessa vez em bovinos, na comunidade de Sanga Grande Alta, aguarda a confirmação dos exames.Segundo o médico veterinário Agnaldo Serafim, a recomendação é providenciar imediatamente a vacinação dos animais e observar se há ataques pelos morcegos hematófagos (transmissores), notificando o órgão. “O surgimento de focos na região e a capacidade do morcego de voar grandes distâncias são fatores que propagam rapidamente o vírus, causando prejuízos aos pecuaristas e colocando em risco a saúde das pessoas”, ressalta.
“A raiva é uma doença fatal e pode ser transmitida para o ser humano por meio da saliva de animais infectados. Os animais geralmente apresentam raiva paralítica, começando com mudança de comportamento e evoluindo para perda de apetite, andar cambaleante, dificuldade de respirar e engolir, paralisia e morte. Os produtores devem tomar cuidado na manipulação de animais suspeitos”, explica.
“Entendemos que quando aparece um foco é porque não se está vacinando. Então, pedimos que os criadores vacinem seu rebanho, pois a raiva é uma doença que não tem cura e, por ser uma zoonose, ela passa do animal para o ser humano”, reforça Vanderlei Machado, da Cidasc.