Olá, meus aumiguinhos! Hoje quero conversar com vocês sobre algo que ninguém consegue parar: o tempo.
Pois é... em fevereiro completei 11 anos. Em idade de cachorro, isso significa que já sou um senhorzinho. Daqueles que gostam de uma boa soneca ao sol, de uma caminha macia e de ganhar carinho sem precisar pedir duas vezes.
Quando eu era mais novinho, corria sem pensar, pulava com facilidade e parecia ter energia infinita. Hoje sigo feliz e cheio de vontade de passear, mas percebo que o tempo vai deixando algumas pegadas pelo caminho.
Às vezes, a coluna reclama um pouquinho. Outras, preciso de mais cuidados com a saúde. As visitas à tia Vet ficaram mais frequentes, e minha família aprendeu que, nessa fase da vida, cada atenção faz diferença.
Nós, cães mais experientes, precisamos de acompanhamento veterinário, alimentação adequada, exercícios na medida certa e muito amor. Aliás, amor nunca é demais em nenhuma idade.
Mas sabem de uma coisa? O tempo não traz apenas limitações. Ele também traz coisas boas. Traz a confiança de quem já encontrou uma família. Traz memórias de passeios, brincadeiras e aventuras. Traz o olhar tranquilo de quem sabe que é amado.
Hoje talvez eu corra um pouco menos do que antes, mas ainda abano o rabo quando alguém chega em casa. Adoro passear, distribuir lambeijos e receber carinho. E sigo sendo o mesmo Pingo feliz e um pouquinho medroso de sempre.
O tempo deixa marcas no corpo, é verdade. Mas também deixa marcas no coração. E essas são as mais bonitas de todas.
Semana que vem volto para contar mais uma aventura. Lambeijos e até lá!