Dano ambiental com contaminação de solo ou das águas dos rios é o maior risco caso uma das barragens existentes na região, principalmente as localizadas em Lauro Müller, sejam rompidas ou sofram algum vazamento, como o já ocorrido em 2014. A estimativa é da Defesa Civil Regional e do Comitê da Bacia do Rio Tubarão.
Com a tragédia ocorrida em Brumadinho (MG), por conta do rompimento de uma barragem de mineração, a preocupação de municípios que possuem essas obras cresceu. Na região, a barragem Novo Horizonte, da Carbonífera Catarinense, em Lauro Müller, foi citada pelo site “Spotniks” como área de alto risco.
A empresa emitiu uma nota no início da tarde de ontem esclarecendo sobre a segurança das barragens de mineração. Segundo a nota, “ambas as barragens estão em fase de descomissionamento (desativação). A barragem Novo Horizonte atualmente encontra-se com apenas 4,5% da área original em operação, em uma área de aproximadamente 100 m². Já a barragem Boa Vista não se encontra mais em operação e está totalmente aterrada. As estruturas foram vistoriadas em novembro de 2018 pelos órgãos competentes”.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil na região, sargento Anderson Martins Cardoso, a principal preocupação em caso de rompimento seria a de contaminação de água e solo, como a que ocorreu em 2014. Ele afirma que ontem mesmo uma equipe da Defesa Civil visitou as barragens e verificou in loco a situação. “A princípio foi constatada que elas estão estáveis e sem risco. Mas continuaremos monitorando”, pontua. “Sobre o risco de uma tragédia como a de Brumadinho, é praticamente nulo, pois tanto as dimensões quanto o tipo de barragem são muito diferentes, além do próprio produto”, completa.
O presidente do Comitê da Bacia do Rio Tubarão, Francisco de Assis Beltrame, diz que há na região cinco barragens cadastradas - em Lauro Müller, Urussanga e Gravatal, mas que pode haver outras. Tendo em vista o que ocorreu em 2014 e o risco de uma contaminação ainda maior caso volte a ocorrer um vazamento ou rompimento, ele diz que se pretende cobrar dos órgãos responsáveis uma maior fiscalização, já que faltam informações como a intensidade dos riscos, por exemplo.
Dentro das normas
Ainda na nota, a Carbonífera Criciúma diz que “a companhia atende a todos os requisitos legais estabelecidos na Portaria Nº 70.389/17 para barragens de mineração, bem como cumpre as exigências por parte do órgão fiscalizador, incluindo o protocolo do Plano de Atendimento de Emergências para Barragens de Mineração (PAEBM) nas prefeituras municipais e Defesa Civil dos municípios de Lauro Müller, Orleans, Pedras Grandes, Tubarão e Laguna para ambas as barragens, além do Comitê de Bacias do Rio Tubarão, Tubarão Saneamento, Agência Nacional de Mineração (ANM) e Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (Ima)”.