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Audiência pública discute fechamento de agências

Comissão foi criada para a elaboração de leis a respeito de redução de bancos

07/08/2026 06:00|Por Redação

A criação de uma comissão para tratar da elaboração de leis que exijam a manutenção de atendimento presencial pelos bancos foi o principal encaminhamento da audiência pública realizada pela Alesc para discutir os impactos do fechamento de agências bancárias em Santa Catarina.

O encontro, promovido pela Comissão dos Direitos do Consumidor, reuniu autoridades, bancários e representantes de entidades sindicais. O debate foi solicitado pela Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Santa Catarina (Fetrafi-SC).

A entidade tem questionado o fechamento das agências bancárias que, segundo ela, tem prejudicado o atendimento à população mais vulnerável, em especial nos municípios de menor porte, com impactos negativos para a economia.

O argumento dos bancos, segundo a Fetrafi-SC, é o avanço da digitalização dos serviços bancários. “Não negamos a importância da tecnologia, mas ela não substitui o homem. Todo mundo sabe que problemas complexos, operações de crédito, situações que envolvem fraudes, atendimento de pessoas que não têm acesso à internet, pessoas idosas, exigem a presença de uma agência e de profissionais qualificados”, afirmou Marco Aurélio Silvano, secretário-geral da federação.

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Para ele, a redução do atendimento presencial, além de prejudicar a sociedade, tem prejudicado também os bancários. “A redução dos postos de trabalho, com o fechamento das agências, faz com que um volume de trabalho grande recaia sobre cada vez menos bancários, com sobrecarga”, disse.

Ele defendeu que a sociedade participe desse debate que, atualmente, está restrito aos bancários. “Essa mudança é uma escolha do cliente ou uma imposição dos bancos, que reduziram o atendimento presencial e obrigaram os clientes a usarem esses aplicativos?”, questionou Silvano.

Redução   

Durante a audiência, o economista do Dieese Gustavo Cavarzan apresentou um raio-x do atendimento bancário em Santa Catarina. Em dez anos, houve uma redução de 40% no número de agências em Santa Catarina. O número de postos de trabalho no setor caiu 30% no Estado.

Atualmente, conforme Cavarzan, 44% dos municípios catarinenses não contam com agência bancária, o que atinge mais de 600 mil pessoas.

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