Lúcio Flávio de Oliveira
Diretor de Redação DS
Dois tubaronenses, amigos na infância e adolescência, acabam se reencontrando no Centro, próximo da rodoviária antiga:
- Opa, como vai, amigão?
- Não acredito. Você é o Juca da Neide? O hercilista sofredor?
- Isso... há quanto tempo! Viúva do Ferrinho...
- E como vai a dona Neide? Saudades dela, sempre atenciosa. Lembro quando trabalhava no antigo Angeloni. Sempre com um sorriso no rosto.
- Vai bem, obrigado. É, o tempo passa... E a tua família? Vocês moravam perto do antigo Cine São José, né?
- Quando eu estudava no antigo Mauá, sim. Mas depois nos mudamos pra margem esquerda, ali perto do antigo Detran.
- Ah, legal. A gente morava perto do antigo aeroporto. Facilitava muito pro meu pai, que trabalhava na antiga Souza Cruz. Eu gostava porque ficava perto pra ir na antiga Signus, lembra?
- Ô, se me lembro... saudades do antigo Sul também, nem me fala.
- Sabe o Beto, aquele nosso antigo colega de turma que morava no prédio da antiga Arapuã?
- O Beto... aquele que trabalhou na antiga HM? Claro, o que houve com ele?
- Morreu, coitado. Ele tinha aberto uma loja embaixo do antigo 29, mas não deu muito certo.
- Rapaz! E ali sempre teve bastante movimento, desde a época da antiga Catedral, era pertinho do antigo Fórum...
- Pois é. Depois ele se mudou pro prédio do antigo Besc, mas também acabou fechando. Por último, tinha me convidado para ser sócio numa loja na antiga rua do cinema.
- E você tinha aceitado?
- Não, está doido? Era uma loja de antiguidades! Não gosto de coisa velha. É pra frente que se anda.
- Concordo. Por falar nisso, estava indo numa loja que fica lá perto da ponte nova.
- Perto da praça do antigo Otto?
- Isso, quer me acompanhar? Podemos ir conversando e botando o papo em dia...
- Bah, hoje não dá, amigão. Vou pro outro lado, lá perto do antigo Althoff.