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Artigo: Inclusão digital

16/03/2022 06:00

Prof. Maurício da Silva

Presidente da Fundação Municipal de Educação


Em menos de três anos, Tubarão conquistou referência na inclusão escolar (com o zeramento da fila para educação infantil), no combate à evasão escolar (com números ínfimos, comparados aos do Brasil), na revitalização dos prédios escolares (nunca houve tantas obras e serviços nas escolas), na merenda escolar (adquirida quase toda da agricultura familiar local) e na revitalização dos principais fatores que influenciam a aprendizagem (esforço, reforço, foco, método, disciplina e famílias). É a primeira do país em educação financeira e o ensino fundamental entra, definitivamente, na era digital.


Hoje formalizamos parceria com o IFSC para oferecer aulas de robótica aos estudantes. Noutro programa, todas as 14 escolas do ensino fundamental receberam 26 tablets e estudantes desconectados da internet receberão tablet e chips. Já ocorre o programa Geração 2050, em parceria com o Senai, onde estudantes dos 8º e 9º anos do ensino fundamental aprendem a desenvolver software.


No ano de 2020, com as escolas fechadas para evitar o vírus de covid-19, o professor utilizou a tecnologia para ministrar aulas. Em 2022, com as aulas presenciais, utilizará tablets e robôs para desenvolver o raciocínio lógico e aprofundar os conteúdos do currículo. O estudante pode, por meio do Google e Google Earth, aprofundar temas trabalhados. Por meio do YouTube, acessar à diversas aulas, inclusive com efeitos especiais, sobre o conteúdo. É possível, também, acelerar a alfabetização e outras aprendizagens, de forma lúdica e gamificada.

É o principal caminho para que os estudantes obtenham “sucesso na escola, na vida e no trabalho”. Estudo apresentado pela consultoria IDados mostra as oportunidades, mas, também, o efeito devastador das tecnologias nos empregos. “Quanto menor a qualificação e a renda de uma ocupação, maior é o risco de ela desaparecer por causa da automação”. As perdas de emprego ocupados por pessoas com ensino superior serão de 28%, mas chegarão a 66,4% no caso dos exercidos por pessoas com ensino fundamental. O impacto será de 23% nas ocupações com renda acima de cinco salários mínimos, mas chegará a 64% naquelas com rendimento abaixo de um salário mínimo. Buscamos, portanto, dotar nossos estudantes de maior capital humano, com tecnologia, para que possam se adaptar às mudanças trazidas pela automação. Como disse Theodore Schultz, Nobel de economia, que na década de 60 cunhou a expressão “capital humano”, “é a educação do trabalhador que aumenta a produtividade de uma nação”. Acrescenta-se: que diminui as desigualdades, a pobreza e a violência. Gravíssimas no Brasil.

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