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Artigo: 50 Anos da enchente de 1974

Desabrigou 65 mil pessoas, matou 199 e causou prejuízos bilionários

25/03/2024 06:00|Por Maurício da silva - Professor e Vereador em Tubarão

No dia 24 de março de 2024 faz 50 anos da inundação que destruiu a cidade de Tubarão, desabrigou 65 mil pessoas, matou 199 e causou prejuízos bilionários, segundo estudos da UniSul.

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Para evitar outra tragédia - cada vez mais próxima, devido ao assoreamento do rio e os eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes - criamos os seminários por meio da Lei Municipal nº 3289/09.

Antes dos seminários, pessoas iam para as margens do rio quando as águas subiam e retornavam para as lides diárias, quando baixavam, como se nunca tivesse ocorrido enchente em Tubarão (ocorreram diversas, antes da de 1974) ou como se nunca fosse ocorrer. Nas últimas, diversas residências foram arrastadas no Km 60 e por centímetros o rio não transbordou no Centro da cidade.

O seminário, organizado por voluntários, no dia 25 de março, no auditório da Amurel, tem três objetivos básicos: 1) Memória (quanto mais rápido uma tragédia é esquecida, mais cedo e mais forte ela retorna); 2) Prevenção (providências para que o rio não transborde novamente) e 3) Reação eficiente (caso o rio transborde, o que cada tubaronense deve fazer?).

O foco é desencalhar, no governo do Estado, os projetos executivo, ambiental e licenciamentos. Sem eles não há como buscar recursos para redragar o rio. Para isso, haverá o posicionamento:

a) Da Comissão, representativa de 21 entidades, que acompanha os referidos projetos; b) Do governo de Santa Catarina, que financiou os projetos em 2014, mas falta adequações e, c) Dos deputados da bancada do Sul do Estado. A Defesa Civil de Tubarão apresentará o Plano de Contingências e o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar as incumbências preventivas dos municípios. Ocorreram audiências públicas nos municípios de Laguna, Tubarão e Capivari de Baixo.

Neste dia, de acordo com a Lei Municipal (nº 3289/09), as escolas refletirão sobre o tema e se engajarão em atividades preventivas. Às 15 horas, durante um minuto, sons compassados dos sinos recordarão o ocorrido.

Participe. Outra enchente em Tubarão não mais será compreendida como fatalidade, mas como criminosa omissão, visto os tantos alertas do rio e da ciência e as tecnologias que permitem prevenção.

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