A Comissão de Igualdade Racial da OAB de Tubarão está se movimentando junto ao Ministério Público (MP) para que uma medida legal seja tomada no caso que envolve mensagens racistas vindas de um grupo de adolescentes – entre eles alunos do Colégio Dehon. Um ato antirracista também está programado para acontecer no próximo dia 14, saindo do Museu Willy Zumblick em direção à Câmara de Vereadores.
Um print com as mensagens circulou nas redes sociais na última semana e gerou revolta na cidade. As falas exibem teor racista aparentemente dirigidas a um colega negro durante os jogos escolares. As mensagens ofensivas tinham xingamentos que iam desde asfalto derretido a chorume e falavam em chibatadas.
Segundo o advogado e presidente da comissão, Egleston Gabriel Lanzzarin, a intenção é ser um catalizador destas denúncias e poder dar um amparo jurídico às vítimas. O advogado relata que, como são adolescentes, a prática não configura crime, mas sim uma prática análoga ao crime. Com o MP acatando a intervenção, uma denúncia deve ser movida contra os menores e os responsáveis.
Quanto ao colégio, Egleston reforça que um integrante da comissão irá contatar a direção para verificar a situação e identificar as possibilidades da intervenção junto à família.
O Dehon emitiu, na quinta-feira, uma nota oficial onde nega qualquer envolvimento ou participação nos atos discriminatórios e ressalta que as manifestações ocorreram durante o período de férias escolares, em um grupo privado de WhatsApp, sem a participação de colaboradores da instituição.
Um outro vídeo de uma abordagem policial violenta também começou a circular esta semana pelas redes sociais, gerando uma onda de indignação e suspeitas de racismo. O caso ocorreu no dia 10 de fevereiro, no bairro Passagem. A PM está investigando o caso.