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Abrigo dos Velhinhos precisa de doações de fraldas

14/08/2019 06:00

No próximo mês, o Abrigo dos Velhinhos de Tubarão completa 57 anos de existência. Estima-se que mais de mil idosos já tenham passado por ali. Atualmente, o espaço abriga 50 pessoas. E para manter a estrutura e os atendimentos, eles contam com a ajuda da comunidade.


“Quem mantém o Abrigo é a população”, ressalta a presidente Schirlei da Rosa Mendonça. As doações de todo tipo de material vêm de amigos, empresários e entidades de Tubarão e região. Além dos 50 idosos, o local conta com 23 funcionários, entre eles enfermeiras, nutricionistas, psicólogos, serviços geral e social.


“Todo tipo de ajuda é sempre bem-vinda. Agora, por exemplo, estamos precisando de fraldas geriátricas G e GG, luvas para procedimentos e produtos de higiene, que são usados diariamente e têm maior demanda”, explica Schirlei.


Mas nem só de doação de materiais físicos vive o Abrigo. Outra doação bastante importante e sempre necessária ali é a de tempo, carinho e afeto. “Sempre digo que quem não tiver algo pra doar, que venha até aqui trazer amor, um ombro amigo para contar e ouvir histórias”, relata a presidente do Abrigo.


Na tarde de ontem, por exemplo, voluntárias do grupo de terapia ocupacional da Rede Feminina de Combate ao Câncer (RFCC) de Tubarão realizaram uma verdadeira festa no local. Elas levaram para os idosos produtos confeccionados durante a terapia, como cachecóis, gorros, meias e pantufas. O calor no frio dessa terça também veio em forma de música, promovendo momentos de alegria e descontração aos moradores dali.


Quem quiser ajudar o Abrigo pode ir lá pessoalmente, na rua São João, nº 1125, bairro São João margem esquerda, ou fazer doações por meio da conta corrente 3370-7, agência 0201-1, do Branco do Brasil. O telefone do Abrigo dos Velhinhos de Tubarão é o (48) 3628-0351.

 

JUNTOS HÁ 56 ANOS

Pedro Francisco e a esposa Honorata vivem no Abrigo dos Velhinhos há pouco mais de três anos. Os dois são naturais de Laguna. Pedro tem 80 anos, e uma memória que segue bem jovem. Quando pergunto quanto tempo ele e a esposa, de 74 anos, estão casados, Pedro responde, prontamente: “Casamos em 1963, então faz 56 anos”. E as lembranças de tanto tempo juntos seguem forte. “Já fiz de tudo nessa vida. Fui carpinteiro, eletricista, o que precisava para construir uma casa, eu sabia fazer”, conta Seu Pedro. Honorata foi confeiteira por muitos anos de um dos supermercados mais conhecidos do Estado. O casal tem duas filhas. “Elas sempre vêm visitar. E ficar aqui é bom, porque elas moram em locais de difícil acesso, em prédios, e eu fico na cadeira de rodas. Então é prático estar no Abrigo. Além de tudo, é um local espaçoso e sempre tem algo pra gente fazer”, conta Seu Pedro.

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Guilherme Corrêa

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