Clube diz que busca sanar dívida e que ainda não há solução concreta para entrave
Prestes a iniciar março, os jogadores do Atlético Tubarão continuam com os salários atrasados e sem uma perspectiva imediata de normalizar a situação, segundo a assessoria do clube. O assunto voltou à tona ontem nas redes sociais, e em dezembro o DS já havia trazido o atraso dos salários dos jogadores como matéria.
De acordo com a assessoria, o Tubarão busca alternativas para sanar as dívidas com os salários, como patrocínios e novos contratos, mas até o momento não há nada fechado. Também não há, segundo o time, nenhuma avaliação das consequências que este atraso pode acarretar. “Os novos jogadores de base estão sem receber o salário de janeiro, assim como grande parte dos funcionários. Já os mais experientes estão sem o salário de dezembro e janeiro. O décimo terceiro foi todo quitado. Já para o salário de fevereiro, a ser pago em março, ainda não há uma definição”, explica a assessoria do clube.
Segundo o Tubarão, são dois os principais motivos de entrave na economia do clube neste momento. O primeiro deles é o fato do Genoa, time da Itália, ainda não ter acertado com a Chapecoense a compra do goleiro Jandrei. Jandrei fez parte de uma das maiores negociações da história do futebol catarinense em janeiro deste ano, no valor de 2,4 milhões de euros (mais de R$ 10 mi).
O goleiro chegou ao Tubarão em 2016, se destacou no Catarinense 2017 e foi emprestado para a Chapecoense logo depois. A Chape adquiriu 60% dos direitos econômicos do atleta, deixando os outros 40% para o Peixe, e vendeu o jogador para o Genoa em 2019.
No total, a Chape deve receber R$ 6 milhões, e o Peixe, cerca de R$ 4 milhões, conforme os valores divulgados pela imprensa italiana. Segundo o Tubarão, ainda falta receber R$ 1 milhão dessa negociação. Ainda de acordo com o clube, existe um outro R$ 1 milhão em falta, referente ao bloqueio feito pela Justiça Federal nas contas do Atlético Tubarão SPE, em processo que envolve o uso irregular do Domingos Gonzalez. A decisão visa garantir o pagamento de multa no valor de R$ 5,2 milhões, aplicada pela União pela utilização indevida do estádio.
Estes motivos já haviam sido alegados em dezembro, ao DS, e a situação, segundo a assessoria, permanece inalterada.