Segunda-feira, 13 de abril de 2026
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RENATA DAL-BÓ

08/04/2026 06:00

Encontros que nos transformam

No momento em que vocês estão lendo essas linhas, estarei a caminho do VI Encontro Nacional e V Internacional de Ajebianas, que vai acontecer em Sinop, Mato Grosso, entre os dias 9 e 12 de abril.

Enquanto escrevo, ainda estou aqui — entre a rotina e os preparativos, organizando malas, pensamentos e expectativas. Mas, de alguma forma, esta viagem já começou dentro de mim. 

Estou muito feliz e empolgada para mais um encontro com amigas de todo o Brasil e do exterior que, assim como eu, têm na escrita sua referência de vida.

E penso em quantas vezes a AJEB — Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil — foi, para mim, mais do que um destino. Foi um reencontro. Um reconhecimento. Um lugar onde, em meio a tantas vozes, a minha também encontrou espaço para existir.

Lembro com carinho do primeiro encontro de que participei, em 2018, em Fortaleza (CE). Eu ainda tateava esse lugar de escritora, ainda me perguntava se realmente pertencia a ele. E foi ali que algo se transformou, pois percebi que não estava sozinha.

Porque escrever pode até ser um ato solitário… mas floresce no encontro. E esses encontros têm algo de mágico. Eles nos lembram que a escrita também é um ato coletivo — uma construção feita de muitas mãos, muitas histórias, muitas coragens.

E é isso que vamos viver, mais uma vez, em Sinop. Serão dias intensos, daqueles que passam rápido demais e deixam saudade antes mesmo de terminar. Dias de abraços apertados, de reencontros esperados, de novas amizades que chegam como se já fossem antigas.

A programação nos convida a isso: à partilha.

Teremos palestras, lançamentos, rodas de conversa, sessões de autógrafos, momentos culturais… e também aquilo que não está no papel — e talvez seja o mais importante: as conversas de corredor, os cafés demorados, as risadas compartilhadas, os brindes de comemoração.

Porque ali, entre livros e histórias, há algo que não se ensina: o pertencimento.

No meu livro “Tecendo memórias”, eu escrevo que a memória não é apenas aquilo que passou — é aquilo que permanece vivo. E é exatamente isso que esses encontros fazem: mantêm vivas as nossas histórias.

Cada mulher que chega traz consigo um mundo. E quando nos encontramos… esses mundos se entrelaçam.

E talvez essa seja a grande beleza da AJEB: não é apenas sobre escrever. É sobre existir juntas. É sobre dar continuidade a uma história que começou antes de nós — e que seguirá depois. 

Porque, juntas, transformamos sonhos em realidade.

Diário do Sul
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