Bom dia, boa tarde, boa noite, conforme a ocasião.
No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e nada do que foi feito, foi feito sem Ele. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz resplandece nas trevas, mas as trevas não a compreenderam. (João 1:1-5).
Estes versículos iniciais do Evangelho de João são densos e surpreendentemente atuais. Nos versos, João abre caminho para falar da vinda de Jesus, como Luz, como Filho de Deus. E escolhe um termo forte para isso, o “Verbo”. O termo original utilizado é, na verdade, Logos, uma palavra grega carregada de significado. Entre pensadores como Heráclito e mais tarde Platão, Logos representava razão, ordem, princípio organizador do universo.
“Mexo” com comunicação lá se vão quatro décadas, como sabem os que me leem, os que me conhecem. Pela ótica da comunicação, gosto de analisar estes versículos bíblicos, tendo Verbo como a ferramenta principal da comunicação, palavra, discurso, linguagem. E o efeito, também nesse caso, é fabuloso.
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” Aqui a palavra, a comunicação, é ao mesmo tempo expressão e essência. É como dizer que o discurso não apenas revela quem somos, ele é quem somos. Não existe uma identidade sem uma narrativa.
“Todas as coisas foram feitas por ele...” sugere que o discurso, a fala, como expressão estruturada, não é apenas comunicação, é criação. A realidade, por esse ângulo, nasce de um princípio inteligível. Tudo aquilo que nomeamos, descrevemos e organizamos com palavras ganha forma, existência, significado. “... e nada do que foi feito, foi feito sem Ele”.
“Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.” Se o Verbo é discurso, então a linguagem é o que ilumina a experiência humana. É por meio dela que interpretamos o mundo, construímos sentido, compartilhamos conhecimento. Sem linguagem, não há existência; com linguagem, há compreensão.
“A luz resplandece nas trevas, mas as trevas não a compreenderam.” Aqui entra uma dimensão trágica, mas bem atual, um aviso: a palavra está disponível, o sentido é oferecido, mas nem sempre é entendido. Isso aponta para um problema clássico, os ruídos de comunicação. Além do discurso, é preciso haver escuta, abertura, interpretação.
Ler o “Verbo” como palavra, discurso, comunicação, me leva a crer que a linguagem, muito além de mera ferramenta, é a estrutura pela qual o mundo se torna compreensível, habitável e compartilhável.
Na verdade, não é que falte luz, muitas vezes o que falta é compreensão.
Dinheiro
Se você tiver um problema e for dinheiro, agradeça. Você só vai entender isso quando tiver um problema que não dá para resolver com dinheiro.
Papo na lanchonete
- Oi, vi que sua garrafa de água está vazia. Você quer outra?
- E o que eu vou fazer com duas garrafas vazias?
Perfume
Quebrar um perfume vai te fazer sentir a fragrância muito mais forte, mas pela última vez.
Bodas de porcelana
Os amigos Charlene Siqueira e Marcos Niehues, celebrando 20 anos de feliz união. Parabéns, casal!
Acorde literário
Membros da Academia Tubaronense de Letras e os cantores Manuela Fagundes e Theo Salvador, no evento especial Acorde Literário, promovido pela Orquestra Santa Terezinha, com participação da Acatul.
Turma boa
Colegas de trabalho curtindo o feriado com uma feijoada caprichada, no recanto dos amigos André Leandro e Élen, no Laranjal, em Jaguaruna.
Frase solta, que deveria estar presa:
“Grandes vitórias vêm da repetição de pequenas ações.”