Bom dia, boa tarde, boa noite, conforme a ocasião.
Começou o Campeonato Brasileiro, o Estadual já estava rolando, e esse ano ainda tem a Copa do Mundo. Tudo para lembrarmos da nossa paixão nacional, o futebol.
Mas saudosismo mesmo eu tenho é quando lembro do futebol dos velhos tempos lá no Principado do Humaitá de Cima, que rolava lá se vão perto de 50 anos, que era mais ou menos assim:
A BOLA: Era qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol servia. No desespero, usava-se qualquer coisa que rolasse, lata vazia, cabeça da boneca da irmã ou a merendeira do primo.
A TRAVE: Era construída com o que estivesse à mão: tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, chinelos, os livros da escola e até os irmãos menores dos jogadores.
O CAMPO: No pasto do terreno baldio até a grama acabar, nas ruas de areão ou pirita, ou nas de lajota, que eram bem poucas.
A DURAÇÃO DO JOGO: Normalmente era “5 vira e 10 acaba”, mas podia durar até a mãe do dono da bola chamar ou escurecer. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.
A FORMAÇÃO DOS TIMES: Variava de 3 a 20 jogadores de cada lado. Ruim ia para o gol. Manco jogava na ponta, esquerda ou direita, dependendo da perna que fosse boa. De óculos era meia-armador, para evitar os choques. Gordo era beque.
O JUIZ: Não tinha.
AS INTERRUPÇÕES: Aconteciam em 3 situações:
a) Se a bola entrasse por uma janela. Nesse caso os jogadores esperavam 10 minutos pela devolução voluntária. Se isso não ocorresse, designava-se 1 voluntário para bater na porta da casa e solicitar a devolução, primeiro com bons modos, e depois com ameaças de depredação;
b) Quando passava na rua qualquer garota bonita;
c) Quando passasse veículos pesados. De ônibus para cima. Bicicletas e Fusquinhas eram chutados junto com a bola e, se entrasse, era gol.
AS SUBSTITUIÇÕES: Eram permitidas substituições no caso de um jogador ser carregado para casa pela mãe, lhe puxando a orelha, ou em caso de atropelamento.
Atenção
Você, que dirige pelo Centro, tenha muito cuidado com certos motoristas de Tubarão. Às vezes eles dão sinal que vão entrar à esquerda e entram mesmo.
Classes
Existem três classes de pessoas que são infelizes: os que não sabem e não perguntam; os que sabem e não ensinam; e os que ensinam e não fazem.
Macho
Amigo meu chegou em casa depois do pré-Carnaval, mais uma vez cheio de cana, e mostrou que é macho. Diz ele que só entrou na sala meio cambaleando, a mulher acendeu a luz e disse:
- Três e cinquenta, Flávio!
E ele, esfregando os olhos com a claridade, respondeu:
- Compra que tá barato...
Phil
Saudações ao publicitário Phil Alexandrino, visconde do Principado do Humaitá de Cima, festejando idade nova, recebendo o carinho da Day e da gente aqui.
Renato Braz
Personalidade do Carnaval moderno de Laguna, o empresário Renato Braz é o grande comandante do Bloko Rosa, que acumula mais de duas décadas de história e contribuição com o desenvolvimento da cidade e da região. Sábado (14), às 17h, inicia a edição 2026, recheada de atrações: Jammil, Jeito Louco, Iury DJ e MC Jacaré.
Historiador
O historiador criciumense Archimedes Naspolini Filho, que completou 83 anos de vida no início de fevereiro e que recebeu recentemente a Comenda do Mérito Legislativo de Criciúma. Nossas homenagens!
Comemorando
Aniversariou ontem, completando 85 anos, o ex-prefeito de Tubarão Irmoto José Feuerschuettete. Dr. Irmoto foi o 36º mandatário do município, sendo eleito para a 34ª gestão (1973/1977) e 38ª (1993/1996). O médico ginecologista é também historiador e escritor, membro da Academia Tubaronense de Letras. Ao grande homem público, nossas homenagens!
Frase solta, que deveria estar presa:
“No Carnaval as minas piram. Em novembro as minas parem.”