Bom dia, boa tarde, boa noite, conforme a ocasião!
No aeroporto, uma moça que aguardava seu voo, para passar o tempo, comprou um livro e um pacote de biscoitos. Sentou-se ao lado de um homem que, para sua surpresa, começou a comer dos mesmos biscoitos que ela.
Indignada, mas sem reclamar, ela se irritava a cada biscoito compartilhado. Quando restou apenas um biscoito, o homem, cuja atitude ela estava odiando, ainda o dividiu ao meio e lhe ofereceu a metade. “Que cara de pau”, pensou.
Cheia de raiva, ela embarcou no avião. Já no assento, ao arrumar sua bolsa, descobriu que o seu pacote de biscoitos estava intacto ali dentro. Os biscoitos divididos na sala de embarque eram, na verdade, daquele homem “horroroso”.
Sejamos honestos: quantas vezes por dia fazemos esse “julgamento biscoito”? No trânsito, o carro da frente demora meio segundo para arrancar e já promovemos o motorista a inimigo público. No grupo da família, alguém escreve “ok” sem emoji e decretamos guerra fria. No trabalho, o e-mail chegou seco? Pronto, conspiramos uma novela mexicana.
A pressa em julgar é quase um aplicativo que vem de fábrica no cérebro e vive sendo usado pela gente. O homem dos biscoitos poderia ter feito um escândalo. Preferiu dividir. A moça, armada com certezas, quase partiu o mundo ao meio.
Talvez para viver mais positivamente devamos levar um pacote extra de “benefício da dúvida” para o dia a dia. Não custa caro, não ocupa espaço e combina com quase tudo. Na próxima fila, no próximo e-mail lacônico, no próximo “ok” sem carinha, que tal oferecer meio biscoito, antes de sacar a espada do julgamento?
Moral “biscoitante”: quando a certeza é apressada, a vergonha é em embalagem família. Mas quando a paciência chega primeiro, sobra sempre um pedaço doce de mundo para dividir.
Ano novo
Eu já sabia que 2026 teria 365 dias, só não sabia que era tudo em janeiro.
Depois dos 50
O bom de ter mais de 50 anos é que fizemos muita coisa estúpida, mas foi antes da invenção da internet e das redes sociais, portanto, não existem provas.
Pobre x rico
Você visita a casa de uma pessoa rica e ela, no máximo, te oferece uma água. Já quando você visita um pobre, ele te dá café, dois tipos de bolo, cavaquinho, salame e quando você sai ainda leva um filhote de cachorro e uma muda de planta.
Domingo musical
Neste domingo, 1° de fevereiro, acontece mais uma edição do Domingo Musical, evento de verão promovido pelo amigo Márcio Irineu Oliveira, nos Molhes da Barra, em Laguna. A festa reúne, a cada verão, artistas, instrumentistas, cervejistas, churrasquistas e outras espécies selecionadas. Vamos?
Grande abraço
Abraçando o jornalista e escritor José Henrique de Souza, meu padrinho, que celebrou nova idade abraçando o seu Farol. Parabéns, confrade!
Tomate
Já faz uns dias, mas registro com alegria o aniversário do amigo Márcio Volpato Fontoura. Felicidades, maninho!
Roda d’água
O prefeito de Pedras Grandes, Agnaldo Fillipi, recebendo o diretor-executivo da Amurel, Celso Heidemann, no novo cartão-postal da cidade, a roda d’água metálica.
Frase solta, que deveria estar presa:
“Amante de pobre gasta o pecado à toa”.