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MATHEUS MADEIRA

22/05/2026 06:00

Rumo à jornada 7x0

Não estamos discutindo jornada de trabalho à toa no Brasil. Quem prestar atenção ao noticiário nacional e internacional vai perceber que, cada vez mais, empresas estão voluntariamente flexibilizando as jornadas. Não porque tiveram um surto de consciência coletiva, mas por sobrevivência mesmo. Em resumo, quem tem ao menos dois dias de folga na semana permanece mais tempo no emprego e adoece menos – o que, vejam só, aumenta a produtividade de quem os emprega. Defender o fim da escala 6x1 é, portanto, uma bandeira de sustentação capitalista. Há, porém, um grupo político no Brasil que pretende impedir esse debate. A proposta, que conta com a assinatura de 14 dos 16 deputados federais de Santa Catarina, cria, entre outras atrocidades, a possibilidade de jornadas de trabalho de 52 horas semanais. Se considerarmos as oito horas diárias, vai ser preciso bater cartão todos os dias, sem descanso. Quem precisa de salário no fim do mês precisaria se submeter e o convívio com a família se torna dispensável, enquanto a saúde física e mental aguentar. Que país é esse?

Tarcísio está fora
Quem acompanha a política mais atentamente já sabe, mas não custa deixar claro: o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, está legalmente impedido de ser candidato a presidente neste ano.

Desincompatibilização
Para concorrer a qualquer cargo eletivo, é preciso estar desincompatibilizado seis meses antes do pleito. Ele teria, portanto, que ter renunciado ao cargo até o início de abril – como fizeram Ronaldo Caiado (PSD), em Goiás, e Romeu Zema (Novo), em Minas Gerais.

Reconhecimento
A Justiça Federal do Rio de Janeiro condenou a Marinha por ataques à memória de João Cândido, líder da Revolta da Chibata, em 1910. O motim combateu as punições físicas como o uso de chibatas contra marinheiros, de maioria negra.

Herói da Pátria
A Ação Civil Pública foi movida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra a União após o comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, utilizar termos como “abjetos” e “reprovável” para descrever os líderes da revolta em uma carta à Câmara dos Deputados, em 2024, em um debate sobre a inclusão de Cândido no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

Diário do Sul
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