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MATHEUS MADEIRA

15/08/2025 06:00

Não assinem essas doideiras

O general Paulo Sérgio Nogueira, ministro da Defesa durante o governo Bolsonaro, afirmou em suas alegações finais da ação que investiga a tentativa de golpe de Estado no Brasil que teve um momento de lucidez rara naquele final de 2022. Recomedou ao então presidente, já derrotado nas urnas e prestes a deixar o Palácio do Planalto, que não assinasse a “doideira” proposta pelos “radicais”. A doideira em questão a gente já sabe o que era. Mas não se enganem, tem mais doideira sendo escrita por aí. Uma dá conta de um pedido de impeachment de ministros do Supremo que votaram de um jeito que os radicais não gostaram nessa mesma ação. A mais atual talvez seja uma que pede anistia a cidadãos que nem sequer foram julgados ainda – mas que sabem bem o que fizeram, a ponto de estar investindo numa espécie de doideira preventiva. Se quiserem uma sugestão, repetirei Paulo Sérgio Nogueira: não assinem essas doideiras.
 

Imagem meramente ilustrativa
A imagem que ilustra essa coluna foi gerada por ferramenta de inteligência artificial e é meramente ilustrativa.

Maré contrária
Divulgada na quinta-feira, a mais nova pesquisa Datafolha mostra que 51% dos brasileiros apoiam a prisão domiciliar de Bolsonaro. Para 53% dos entrevistados, Moraes age dentro da lei, enquanto 42% são contra. É um resultado muito negativo para o ex-presidente e pode explicar o abandono de parte da direita.

Até no Sul
No Sul do Brasil, o placar é favorável a Bolsonaro, mas com uma margem muito menor do que a que poderia ser esperada: 51% consideram a medida injusta e 43% a apoiam. Há novos ventos nos ares da política nacional e Donald Trump tem parte nisso.

Diário do Sul
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