Segunda-feira, 09 de março de 2026
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LUIZ MARINS

09/03/2026 06:00

Faça um “Projeto Corvo” 

Fui chamado numa empresa. Conversando com a diretoria e com os funcionários, logo vi que no meio deles existia um grande número de pessoas que tinham uma visão extremamente negativa da empresa, do mercado, das pessoas, dos concorrentes, dos fornecedores, etc., e que tudo faziam para que nada fosse feito de inovador, de criativo, de novo.
Várias ideias inovadoras e projetos inéditos e arrojados foram apresentados e boa parte dos funcionários e gerentes diziam: “Aqui isso não dá certo!”, “O senhor não conhece esta empresa…”, “Nossos clientes não aceitam isso…”, “Nesta cidade nada vai pra frente…”, “Não adianta tentar mudar…” Logo percebi que a empresa estava cheia de “corvos”.
Pedi uma reunião separada com a diretoria e propus fazermos um “Projeto Corvo”, que, em última análise, era dispensar (mandar embora) todos os “corvos” da empresa. Fizemos o tal “Projeto Corvo” e mandamos para a rua mais de 15 funcionários, entre engenheiros, administrativos e pessoal de vendas, todos “corvos”.
Seis meses depois voltei à empresa. Era outro o clima. O astral era positivo. As inovações haviam sido postas em prática e estavam dando certo!  A diretoria e os próprios funcionários remanescentes estavam surpresos ao ver como tudo ficou muito mais fácil sem os “corvos” que puxavam a empresa para baixo e para trás. As coisas começaram a fluir. A comunicação melhorou entre todos os níveis. As pessoas estavam todas mais felizes no trabalho. As vendas cresceram!
Às vezes, nos iludimos com “excelentes técnicos”, pessoas que entendem muito do produto que fabricamos ou da área em que trabalham. Meu conselho, mesmo com relação a esses “excelentes técnicos”, é o de livrar-se deles. Você não imagina como será diferente e melhor a sua empresa, o seu departamento, a sua diretoria, sem aquele “corvo, urubu, abutre” dizendo a todo o momento que as coisas não vão dar certo, que já viu esse filme antes, que é bobagem tentar, etc., etc.
Meu conselho, na verdade, é o seguinte:
Se você tem “corvos” na sua empresa, sejam eles quem forem, mande-os embora. Faça uma carta de recomendação ao seu maior concorrente e mande-os para a concorrência. Não dá para viver e trabalhar hoje com gente puxando você para baixo e para trás. A energia que essas pessoas “sugam” dos outros e da própria empresa faz falta no mercado, na inovação, na criatividade, no desenvolvimento de novos produtos e serviços.
Vemos essa realidade em muitas empresas, organizações, associações. Pessoas com as quais não temos prazer em conviver. Pessoas que “espantam” nossos clientes e nossos melhores funcionários, os mais motivados e com uma visão positiva do mundo e das coisas.
É preciso que não nos esqueçamos de que, nos tempos atuais, vencerá a empresa com a qual o cliente sinta “prazer” em relacionar-se. A empresa tem que ser “leve, alegre, gentil, pronta, comprometida com o sucesso do cliente”. Corvos não conseguem ter esse comportamento. Corvos atrapalham, impedem, ofendem.  Conheço empresários, diretores, gerentes, que quando se levantam pela manhã não sentem o menor desejo de ir para a sua empresa só porque se lembram desses “corvos”, da cara deles, do jeito deles, da ironia deles, da negatividade deles.
Livrar-se dos “corvos” é uma tarefa essencial para o sucesso pessoal e empresarial. Livrar-se dos “corvos” é fundamental para uma empresa vencer os desafios da qualidade, da competitividade, da inovação e da criatividade necessários atualmente.
Livre-se dos “corvos”! Pense nisso. Sucesso!

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