“Professor, tenho uma ideia tão espetacular de um produto financeiro que não posso contá-la a ninguém.“ “Desenvolvi um produto inédito. Sei que ficarei milionário! Não tenho capital para produzi-lo, mas não confio em ninguém…” “Professor, contei uma ideia que tive para outro empresário e ele a roubou de mim...”
Você, leitor, já deve ter lido em jornais ou revistas casos e casos semelhantes. Recebo dezenas de mensagens de igual teor. A pessoa diz ter uma ideia tão maravilhosa que não pode contá-la a ninguém. O que fazer?
Um dos caminhos é patentear o produto. Mas o problema continuará. Tenho a patente, mas não tenho os recursos para produzir. E sei que um sócio pouco ético poderá fazer modificações no produto e fazer minha patente tornar-se sem valor. Se tiver uma ideia financeira que só terá valor para uma instituição bancária, o caminho será escolher, dentre tantas, a instituição em que mais confio e apresentar a ideia para seus executivos. Eles poderão dizer, após a minha apresentação, que aquela ideia eles já haviam tido e poderão lançar o produto financeiro sem a minha participação. E aí?
Todo empreendedor sabe que correr riscos é inerente à atividade de empreender. Se você tem uma ideia tão brilhante que não pode contar a ninguém, a solução mais segura é morrer com ela.
Ou seja, você não terá contado a ninguém, mas também não terá ganhado nada com sua ideia. Logo, o risco de contar a alguém e ter sua ideia roubada é o mesmo que não contar a ninguém e morrer com ela. O que fazer?
Construir parcerias confiáveis é um grande desafio. Você nunca terá 100% de certeza, mas procurando pessoas confiáveis, com história de confiabilidade e lealdade, dará a você pelo menos a chance de um menor risco de ser passado para trás. Mas o risco sempre existirá. O empreendedor deve saber que viver é arriscar sempre!
Levei estes casos a consultores especializados e agências de empreendedorismo e o conselho dado é o de tentar cercar-se de possíveis provas da existência da ideia antes de ser apresentada a um possível sócio maior ou comprador da ideia. Advogados me disseram que uma simples notícia de jornal pode ser uma prova a ser utilizada; um artigo publicado ou uma foto e, é claro, um registro da ideia em cartório. Mas nada, disseram eles, impede totalmente a ação de pessoas mal-intencionadas que, fazendo pequenas modificações na ideia original, provem tratar-se de um produto diferente do apresentado.
Assim o drama é quase insolúvel. Buscar uma parceria confiável e agir com rapidez, pois o tempo é um grande inimigo. A sua maravilhosa ideia poderá surgir na mente de outras pessoas mais ágeis e, aí sim, deixar de ser original.
Pense nisso. Sucesso!