Foto: Flavio Zanini/DS Lula e Jorginho são favoritos nestas eleições. As pesquisas dizem isso e há um motivo óbvio: ambos já ocupam os cargos que disputam mais uma vez, o que lhes dá uma boa vantagem sobre os demais candidatos. É como se um time entrasse em campo já vencendo e ainda contasse com o apoio de grande parte da torcida.
Mas se favoritismo ganhasse jogo, a França teria sido a campeã da Copa do Mundo e o Flamengo não teria sido eliminado da Copa do Brasil pelo Vitória. Por isso, todo torcedor conhece a folclórica frase que diz que "o jogo só acaba quando termina". Nas eleições, somente quando sair o resultado das urnas, no segundo turno, quando houver.
Até chegar esse dia, é preciso gastar muita sola de sapato, apertar muitas mãos, cuidar da propaganda eleitoral, dar entrevistas, apresentar suas propostas para o maior número possível de eleitores e debater com os outros candidatos. Para os eleitores, o debate é a melhor forma de conhecer cada candidato, sem máscaras.
Tomemos como exemplo o debate que o pool de veículos, dentre eles este Diário do Sul, promoveu nesta semana. Os candidatos que participaram puderam apresentar suas propostas para os eleitores da nossa região sobre temas que nos dizem respeito, como a dragagem do Rio Tubarão e a duplicação da rodovia que liga a Braço do Norte.
Os candidatos que não compareceram deixaram claro que não têm propostas para nos apresentar. E passaram o recado de que a nossa região não está, e talvez nunca tenha estado, nas prioridades deles. Temos de esperar o jogo terminar para ver qual será a resposta dos eleitores daqui aos candidatos que nos tratam com desprezo.