Curtinho é o meu nome,
mas longa é a minha história.
Tiro do pobre a fome,
por isso, mereço a glória.
No Egito eu nasci,
dez mil anos já se vão.
Valioso eu cresci,
multidões comem o pão.
O homem usa meu nome:
pão de açúcar, fruta pão.
Mas para quem me consome,
se é “pão duro”, digo não.
Jesus mandou repartir,
da Santa Ceia, o bom pão.
Vamos então repetir
tal gesto, tal doação.
Pão d’água, pão de mel,
pão de ló e pão pastel.
São nomes que me dão
os homens neste mundão.