A história da humanidade é, em grande parte, a vida de como o poder instrumentaliza as multidões. Reis, líderes e tiranos sempre souberam que, para alcançar seus objetivos, a ferramenta mais poderosa é uma massa cega e movida a emoção.
O método é surpreendentemente simples e atemporal: aponta-se um objetivo, indica-se um inimigo comum e o resto se desenrola sem que maiores esforços sejam necessários.
Sempre foi assim...II
As Cruzadas, por exemplo. O Papa Urbano II convocou a Primeira Cruzada em 1095, prometendo o perdão dos pecados a quem lutasse, o que atraiu um grande número de nobres e plebeus em busca de salvação espiritual, riquezas e terras. O inimigo? Os muçulmanos. O objetivo real? A reconquista de Jerusalém. O resultado: a morte de milhões de peregrinos.
Sempre foi assim... III
Outro exemplo marcante de como a fé pode ser usada para fins políticos e nacionalistas foi o ‘Levante dos Boxers’ na China, no final do século XIX.
Os chineses sofriam humilhações profundas do Ocidente e testemunhavam a sua soberania ser dioturnamente ameaçada. Nesse ambiente, surgiu uma sociedade secreta chamada Sociedade dos Punhos Harmoniosos e Justos, mais conhecida como “Boxers”.
Eles acreditavam que, através dos seus rituais, práticas de meditação e exercícios marciais, as armas de fogo seriam, contra eles, improdutivas. Havia a crença de que deuses e espíritos ancestrais os protegeriam e essa promessa de invulnerabilidade divina foi a principal ferramenta para mobilizar milhares de camponeses, jovens e desempregados.
Mas a realidade, obviamente, se impôs. Uma coalizão de oito nações enviou tropas para a China, esmagando o levante em poucos meses e incontáveis cristãos chineses e estrangeiros foram mortos.
Sempre foi assim... IV
No mundo contemporâneo, a manipulação ganha novas roupagens, mas a essência é a mesma. Movimentos de massa são cultivados e, ao se oferecer um senso de pertencimento e propósito em um mundo de tanta solidão, há um desabrochar de perspectivas pessoais.
Os seguidores, entusiasmados, assumem a causa como se fosse sua, sem perceber, na verdade, que não passam de peões em um jogo de xadrez.
O episódio do 8 de Janeiro em Brasília é um exemplo clássico. Os participantes se viam como os salvadores da pátria, mas foram, na realidade, os primeiros a cair no tabuleiro.
Sempre foi assim... V
Enquanto eles, os peões, enfrentavam a violência e a lei (aplicada muitas vezes de forma questionável), o líder que os incitou se abrigava em um local seguro fora do país.
O sistema percebeu a manobra e agiu com precisão. Em vez de perdoar, transformou os manifestantes em um exemplo público de advertência. Não houve individualização de condutas nem penas razoáveis. Como no Levante dos Boxers na China, quem acreditou na unção divina sofreu um duro golpe da realidade.
As punições severas não serviram apenas para julgar os indivíduos, mas para enviar uma mensagem clara e inconfundível: o preço da submissão é alto e a massa que se deixa usar serve, no fim, para proteger o poder de seus próprios manipuladores.
Sempre foi assim... VI
Lembro de um comediante que, certa vez, refletiu que, em determinada época no país, tudo o que consumíamos era americano. Os filmes, as comidas, refrigerantes, as músicas... disse que, por essa invasão cultural norte-americana, ao contrário da imensa maioria da população, preferiu aprender a língua russa para “entender o que o outro lado pensava”.
Parece algo sem importância, mas é exatamente a essência do texto acima. Você prefere seguir a multidão e consumir o que todos consomem ou prefere se aprofundar, questionar e não ser usado como massa de manobra?
Campeão mundial
Ele começou a surfar aos 11 anos e só passou a se dedicar de forma mais firme ao esporte aos 16 anos. Gostava mesmo era de jogar bola.
Yago Dora é daqueles caras tranquilos, educado e essa personalidade se reflete no seu estilo de surf polido e agradável de assistir.
O Brasil tem um novo e diferenciado campeão mundial de surf!
Vergonha, senadores...
Que esta é a pior legislatura da história do Congresso Nacional, poucos discordam; agora, votar a flexibilização da Lei da Ficha Limpa na calada da noite pode ser considerada como uma das maiores excrecências cometidas pelos nossos congressistas nos últimos anos.
Os catarinenses Esperidião Amin (PP), Jorge Seif (PL) e Ivete da Silveira, do MDB, que, inclusive, contrariou a orientação partidária, escolheram votar a favor do voto produzido pela deputada Daniela Cunha, filha do ex-presidiário Eduardo Cunha, ambos do União Brasil.
Interessante ressaltar que paladinos da moral, como os senadores Sérgio Moro e Flávio Bolsonaro, também aprovaram a pauta, que tem um só objetivo: blindar ainda mais os políticos corruptos desse país.
Canto da beleza
Ahh, o verão europeu...
Os raios do sol dourado que beijam as areias de Saint-Tropez se confundem com a beleza da tubaronense Carol Justino, que anda desfilando às margens do Mar Mediterrâneo.
Definitivamente, a Riviera Francesa nunca mais será a mesma.