Segunda-feira, 25 de maio de 2026
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JOÃO MARCELO FRETTA ZAPPELINI

10/04/2026 06:00

Faz parte

Como diz o ditado popular: o jogo é jogado e o lambari é pescado. 
A quantidade de exonerações publicadas no Diário Oficial do Estado no início dessa semana pode ser interpretada de forma pragmática – quem não está comigo tem que sair do governo – ou também pode ser entendida como uma movimentação estratégica obrigatória para enfraquecer um adversário que não deve ser subestimado.
O governador Jorginho Mello sabe que não vencer no primeiro turno poderá desencadear um cenário preocupante e recheado de incertezas, e defenestrar os adversários da máquina pública pode ser considerado como o primeiro ato eleitoral relevante do centro administrativo contra os possíveis aliados de João Rodrigues. 

Faz parte II
Mesmo que existam encaminhamentos avançados entre o PSD, MDB e a federação composta por União Brasil e o Partido Progressista para que estejam juntos nas próximas eleições, lideranças importantes declaram que ainda há muita água para rolar embaixo da ponte. Contudo, é inegável que as exonerações promovidas por Jorginho Mello nos permitem interpretar que, internamente, novos encaminhamentos que não sejam os que já estão postos já estão sendo desconsiderados.

Alerta
Há um fenômeno no Sul de Santa Catarina e em outras regiões do estado que exige atenção absoluta dos nossos gestores públicos. A migração de nordestinos, nortistas, gaúchos e tantos outros brasileiros das mais diversas regiões do país tem demandado a ampliação de hospitais, a melhoria do transporte público, a criação de centros educacionais de capacitação de mão de obra e outras tantas necessidades.
O crescimento demográfico na nossa região é facilmente percebido, e planejar nossas cidades para esse novo cenário é urgente.
Nossos vereadores, em vez de pautarem projetos como novos feriados ou outras superficialidades, poderiam se debruçar sobre esse tema tão emergencial.

Desfaçatez
Lula, sem qualquer rubor na bochecha, declarou publicamente:
“Veja, eu disse ao companheiro Alexandre de Moraes — eu vou dizer para vocês exatamente o que eu disse para ele: É o seguinte, você tem uma biografia histórica desse país com o julgamento do 8 de Janeiro. Não permita que esse caso do Vorcaro jogue fora a sua biografia. Primeiro porque você não estava advogando no seu escritório há quase 15 anos, você foi secretário da Justiça, você foi ministro do Temer, você estava fora. Mas a sua mulher estava advogando? Diga textualmente que a “minha mulher estava advogando, minha mulher não tem que pedir licença para mim, ela faz as coisas. Eu só prometo que aqui na Suprema Corte, caso da minha mulher, eu me sentirei impedido de votar em qualquer coisa”.
Chega a enojar que tamanha dissimulação seja dita com tanta naturalidade. Acreditar que essa justificativa explicaria os absurdos de que tomamos conhecimento nos últimos dias indica o porquê de o atual presidente semear uma rejeição que o proíbe de ser reeleito.

Derrocada
A reportagem do New York Times publicou um artigo devastador contra o presidente Donald Trump. Jonathan Swan e Maggie Haberman, dois jornalistas da Casa Branca, revelaram que Trump tomou a decisão de entrar em uma guerra contra o Irã por acreditar nas palavras do líder israelense, Benjamin Netanyahu que prometera uma revolução popular e a mudança de regime.
O secretário de Estado Marco Rubio classificou as intenções de Israel como bobagens que não deveriam ser consideradas.
O vice-presidente JD Vance chegou a declarar ao presidente americano: “Acho uma má ideia, mas se você fizer, eu apoio”.
A guerra se tornou insuportável para a economia global e quando Trump declarou que iria sumir com o Irã e seus cidadãos, a reação negativa foi imediata. Líderes dos países mais importantes manifestaram-se com veemência contra o que classificam como um autoritarismo ilegal e inaceitável.
Enquanto isso, por aqui, somos atingidos com consequências como a falta de diesel, fertilizantes e outros produtos que impactam diretamente nas nossas vidas.

Competência
A recente rodada de workshops do BRDE na sede da Amurel, voltada à apresentação de oportunidades de financiamento, deixou um recado claro aos prefeitos e líderes locais: há capital disponível para alavancar o desenvolvimento do Sul catarinense.
O momento exige articulação técnica apurada não apenas das prefeituras, mas também do forte setor cooperativista da região, que tem plena capacidade de encabeçar projetos de infraestrutura e inovação. Dinheiro tem.

Competência II
A leitura das movimentações institucionais e econômicas recentes em nossa região revela um amadurecimento obrigatório das administrações. Estamos passando, a passos largos, da fase do discurso para a cobrança implacável por execução técnica.
Seja na elaboração de concessões e contratos de saneamento, na execução de obras de infraestrutura estruturante ou na captação inteligente de recursos para fomentar a economia local.
Há uma janela de oportunidade inegável para a região da Amurel, especialmente se conseguirmos unir o poder de investimento governamental com a pujança do nosso modelo cooperativista.

Lixo
A coleta seletiva em Tubarão será retomada na próxima semana sob um novo modelo operacional, após a conclusão do processo licitatório que habilitou uma empresa de Jaguaruna para o serviço. A transição encerra um hiato na gestão de resíduos da Cidade Azul e traz de volta a normalidade.
Vocês, assim como eu, às vezes não ficam se perguntando como chegamos ao ponto de assistirmos países conquistando o espaço, criando inteligências artificiais poderosíssimas, enquanto, por aqui, ainda estamos comemorando a retomada do recolhimento de lixo? Não é desanimador?
 

Canto da Beleza
O calor teima em não ir embora. Os veranicos de março e abril permitem manter o bronzeado em dia. O desfile de beldades na Praia do Rosa parece ser interminável. Apreciem!  

Diário do Sul
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