Para frear os índices de violência doméstica em Santa Catarina, foi realizada ontem a operação Marias. A mobilização resultou em 25 prisões pelo Estado. Na região, foram sete prisões, sendo quatro na região de Laguna e Imbituba, e outras três em Tubarão. Também foram apreendidas armas e munição com suspeitos. A ação seguiu durante todo o dia, através da Polícia Civil.
Estiveram mobilizados mais de 350 policiais civis das 30 delegacias regionais do Estado. As prisões são preventivas ou de sentença definitiva, determinadas pela Justiça, e motivadas por crimes como violência sexual, estupro de vulnerável, ameaça, descumprimento de medida protetiva e posse irregular de arma de fogo.
Conforme o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Paulo Koerich, a ação é uma forma de reduzir os índices de feminicídios e de prevenção à violência contra a mulher no Estado. “Há um ditado popular que diz que em briga de marido e mulher a gente não mete a colher, mas em Santa Catarina a Polícia Civil mete a colher, sim.
Nós defendemos as vítimas, temos programas de conscientização, ações sendo realizadas pelas Delegacias da Mulher, eixos temáticos, seminários e, principalmente, contamos com a população para que faça as denúncias para a polícia poder agir”, ressalta o delegado-geral.
Ao todo, pelo Estado, foram expedidos mais de 80 mandados de prisão contra suspeitos de violência doméstica, 23 mandados de busca e apreensão e 1.211 fiscalizações de medidas protetivas.
Em Tubarão, até o fechamento desta edição, houve três prisões registradas, 25 medidas protetivas fiscalizadas, quatro viaturas utilizadas, e 12 policiais participaram da operação. Na circunscrição de Laguna, foram cumpridos quatro mandados de prisão, sendo dois em Laguna e dois em Imbituba. Foram feitas também 65 fiscalizações de medidas protetivas de urgência.
A operação
O nome “Marias” faz referência à Maria da Penha Maia Fernandes, vítima emblemática de violência doméstica, referencial na luta em defesa dos direitos das mulheres, cujo nome é emprestado à lei “Maria da Penha”. A operação tem caráter nacional em parceria com o Conselho Nacional dos Chefes de Polícia, e é realizada também em outros estados.