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Ressocializar através da educação

14/04/2022 06:00

A educação dentro das unidades prisionais tem a difícil missão de dar um tratamento mais humanizado aos presos, além de ajudar na ressocialização dos internos. Como não existe prisão perpétua no Brasil, cedo ou tarde, eles retornarão à convivência em sociedade.


Em Tubarão, cerca de 70% dos internos da penitenciária masculina participam de alguma modalidade de educação ofertada dentro da unidade, inaugurada em agosto do ano passado. Atualmente, nove alunos fazem parte da turma de alfabetização, 25 da turma de nivelamento e 159 participam do projeto “Despertar para a Leitura”.


As aulas de alfabetização e nivelamento ocorrem pela manhã e à tarde, já o projeto de leitura é no período noturno. “Hoje, a penitenciária conta com 276 internos e 193 deles participam de alguma modalidade de educação aqui dentro. Temos um espaço adequado para as aulas, o que não coloca em risco a segurança da unidade, pelo contrário. Na sala de aula, há uma separação entre os internos e o professor, através de grades, o que traz mais segurança para o educador”, explica o diretor da unidade, Guilherme Martins da Silveira.


De acordo com Guilherme, a cada três dias de aula, na alfabetização e nivelamento, diminui um dia de pena. Cada obra lida no “Despertar para a Leitura”, após o reconhecimento da Justiça, reduz em quatro dias a pena da pessoa presa. A resolução estabelece o limite de 12 livros lidos por ano e, portanto, 48 dias remidos como teto anual dessa modalidade de remição.


“Educação é a base que forma uma pessoa. É o caminho para que eles possam voltar para a realidade, o que acontece mais cedo ou mais tarde. Se esse interno voltar melhor do que entrou, com educação e trabalho, por exemplo, a ressocialização será ainda maior”, enfatiza Guilherme. “No futuro, será ampliada a oferta dessas aulas e devemos chegar a 250 internos atendidos por esses benefícios educacionais. Atingir os 100% é algo a ser trabalhado, porque mesmo sendo algo benéfico, tem internos que não têm interesse ou apresentam mau comportamento. Mas nosso trabalho é sempre pautado para que todos eles possam alcançar o benefício”, pontua o diretor da penitenciária.

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