Pelo menos três casos de violência doméstica foram atendidos em menos de cinco horas na região. Em um deles, a vítima foi atingida com golpes de pé de cabra.
O primeiro caso foi registrado em Sangão. Segundo a polícia, uma moradora relatou que o marido teria desferido os golpes após briga de família. Ela foi atingida pelo pé de cabra na perna e na costela. O autor das agressões fugiu e não foi localizado.
Mais tarde, outra ocorrência de violência contra a mulher foi atendida em Capivari de Baixo. A vítima relatou que foi agredida com tapas no rosto e ameaçada de morte pelo próprio marido. Ele também a teria jogado no sofá, provocando ferimentos em um dos braços. O homem foi preso por lesão corporal e encaminhado para a delegacia.
Em Tubarão, uma guarnição atendeu outro caso em um condomínio do bairro Recife. Vizinhos chamara a polícia alertando sobre uma briga de casal. Eles também relataram que teriam ouvido um barulho de disparo de arma de fogo.
A PM foi até o local, fez busca pessoal e no veículo do acusado, mas a arma não foi encontrada e os disparos também não foram confirmados. A mulher estava bastante nervosa e comentou que foi jogada no chão pelo companheiro. A filha dela também teria sido agredida pelo homem com um tapa no rosto. O acusado apresentava uma marca de agressão no pescoço e o casal foi encaminhado para a delegacia.
Há uma semana, o DS destacou que os casos de violência doméstica aumentaram nos primeiros meses deste ano em Tubarão. Do dia 1º de janeiro até o dia 12 de maio, a PM atendeu 230 ocorrências envolvendo violência contra a mulher. O número é 27,7% maior do que o registrado no mesmo período em 2019, quando o 5º Batalhão recebeu 180 chamados desse tipo de crime.
AUMENTO DE REGISTROS
De acordo com a PM, o crescimento desse número está ligado a diversos fatores, entre eles o aumento no número de denúncias após a implantação da Rede Catarina de Proteção à Mulher, em março do ano passado. Outro fator seria a pandemia do novo coronavírus. Os tipos de violência se revelam de diferentes maneiras, através da agressão física, moral, psicológica, sexual ou até mesmo patrimonial, quando se subtrai, destrói ou se retém algum objeto, instrumento de trabalho ou documento da vítima. Em qualquer um desses casos, a denúncia deve ser feita através do 190.
Guilherme Corrêa