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Preso é condenado por matar colega

13/06/2019 06:00

Um detento que cumpre pena no Presídio Masculino de Tubarão foi condenado ontem, em sessão do Tribunal do Júri, a 18 anos de reclusão pelo assassinato de um colega de cela.

Vanderlei Monteiro, de 39 anos, foi assassinado por estrangulamento e asfixia, dentro da unidade prisional.


O crime aconteceu em maio de 2017, quando o preso asfixiou a vítima com uma corda, que era utilizada na descarga do vaso sanitário da cela. Além disso, segundo os autos, ele teria fornecido para a vítima e demais colegas de cela medicamentos para dormir. Isto fez com que nenhum deles acordasse durante a execução do crime, bem como que a vítima estivesse dormindo no momento do ataque.


O laudo pericial apontou a causa da morte como asfixia por estrangulamento e também presença de amitripilina, nortriptilina, setrelina, diazepam e levomepromazina no corpo. Segundo os autos, o acusado teria praticado outro crime em circunstâncias similares, menos de três meses antes deste novo delito, também mediante estrangulamento.


O preso, que confessou o crime e já cumpria pena por homicídio, foi condenado, desta vez, por homicídio duplamente qualificado com as qualificadoras do emprego da asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima. O Conselho de Sentença reconheceu, contudo, que o crime, motivado por desentendimentos anteriores com a vítima, foi praticado mediante violenta emoção.


Mais de 140 anos de prisão

Também na Amurel, 12 homens e duas mulheres foram condenados esta semana pelo juízo da comarca de Laguna. As penas, somadas, passam de 144 anos de prisão. Entre os crimes praticados pelos 14 réus estão o de participação em organização criminosa, emprego de arma de fogo, participação de adolescentes na atuação da organização, além de queima de provas, na tentativa de embaraçar a investigação. Dez deles exerciam algum cargo de comando na facção. As penas aplicadas variam entre sete a 11 anos de prisão, além de pagamento de multa. Do grupo, nenhum dos acusados poderá recorrer em liberdade, bem como nenhum deles fez jus à substituição das penas.

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