Terça-feira, 12 de maio de 2026
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Policiais militares são expulsos da corporação

Morador de Laguna foi visto pela última vez entrando em viatura

12/01/2022 06:00

Os dois policiais militares investigados pelo desaparecimento de Diego Scott, em Laguna, foram expulsos da corporação. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado. Neste sábado, o caso completa um ano. “Nada trará ele de volta, mas é um mínimo de conforto após um ano de espera”, divulgou a família de Diego.


Diego, de 39 anos, desapareceu no dia 15 de janeiro de 2021 após uma abordagem da PM, em Laguna. Ele foi visto pela última vez sendo colocado dentro de uma viatura. Num primeiro momento, os agentes informaram que Diego não tinha sido encontrado e abordado. Os PMs só mudaram a versão após surgirem imagens de câmeras de monitoramento mostrando o contrário. Em um novo depoimento, eles afirmaram que levaram Diego para a Estrada Geral da Praia do Gi, a aproximadamente oito quilômetros de distância da casa dele, e o deixaram ali.


Desde então, investigações foram instauradas para apurar a conduta da dupla no caso, e a expulsão dos agentes ocorreu por conta de um processo disciplinar administrativo, conduzido pela Corregedoria da Polícia Militar. Os militares chegaram a entrar com um recurso contra a decisão, mas não conseguiram reverter o resultado. Em nota, a família de Diego disse que “a expulsão do quadro da Polícia Militar dos dois envolvidos no desaparecimento é apenas o primeiro passo. Seguiremos em busca de Justiça nas esferas criminal e cível, buscando também uma despedida digna para o Diego”.


O caso foi arquivado na Justiça Comum, a pedido da 1ª Promotoria de Laguna, menos de dois meses após o desaparecimento. Na época, o MPSC alegou que houve “falta de materialidade e de indícios suficientes de autoria”. No entanto, a Promotoria informou que o caso pode ser reaberto se houver novas provas.


Na Justiça Militar, os policiais foram denunciados em março por prevaricação e falsidade ideológica. Os dois PMs chegaram a ser presos em fevereiro do ano passado por apresentaram “versões contraditórias e falaciosas sobre os fatos, assim como da constatação de que agiram para destruir provas essenciais à elucidação dos fatos”, informou na época a Vara de Direito Militar da Comarca da capital. Os dois foram soltos cerca de um mês depois.


EQUIPAMENTOS DESLIGADOS

Durante as investigações sobre o caso, foi constatado que a câmera utilizada no serviço da PM e o tablet estavam desligados. De acordo com o laudo do IGP, não foram localizados vestígios de falhas que possam ter ocasionado o desligamento do tablet no período das 16h30 às 17h30 do dia 15 de janeiro, quando Diego sumiu. Esses equipamentos deveriam ser mantidos em funcionamento durante a ação dos policiais para, entre outras finalidades, permitir a fiscalização das operações. No mesmo dia, após a abordagem, os PMs retornaram à casa da família e disseram que Diego “não voltaria para incomodar naquele dia”, alega o Ministério Público de Santa Catarina.

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