Um homem de 63 anos foi resgatado com queimaduras de 2º e 3º graus, nos braços, pernas, costas, face e cabeça durante um incêndio, em um apartamento no Centro de Braço do Norte.
A ocorrência foi atendida pelos bombeiros por volta das 7h de ontem, na rua Sete de Setembro. A vítima estava presa no apartamento, no terceiro andar do prédio, e os bombeiros precisaram arrombar a porta para resgatar o morador e o cachorro dele, um buldogue francês.
Após retirá-lo do local, a guarnição realizou o combate das chamas. Segundo o morador, ele acordou com o fogo na cozinha, bloqueando a passagem dele para fora do apartamento. Ele ficou dentro de um quarto e gritou por socorro pela janela.
O homem foi encaminhado ao Hospital Santa Teresinha e, depois, transferido para a UTI de um hospital de Içara, onde continuava até o fim da tarde de ontem.
O cachorro foi entregue pelos bombeiros aos vizinhos da vítima.
“Nosso lema é salvar e proteger”
Atuando há quatro anos em Braço do Norte, o bombeiro comunitário Jonas Damian da Silveira foi um dos agentes que participou do resgate na ocorrência de ontem. É ele quem aparece em uma foto que chamou a atenção nas redes sociais, onde segura a vítima já do lado de fora do prédio.
“O homem foi encontrado no quarto nu, com bastante calor e dificuldade para respirar, porque ficou exposto ao fogo e a fumaça. Ele foi enrolado em um cobertor e, depois, precisei descer com ele nas costas, porque ele estava muito fraco, não conseguia andar. Durante todo o tempo, tentei acalmá-lo e protegê-lo. Já na rua, ele falou que precisava pegar os documentos, o celular e o cachorro. Foi ali que descobrimos que tinha um animal no apartamento”, explica Silveira.
“Depois que outra guarnição chegou, eu e o cabo Juan entramos no apartamento para controlar o incêndio. Eu vi algo se mexendo e encontrei o buldogue. O cão foi entregue aos vizinhos e estava, aparentemente, bem. Depois que o fogo foi controlado, isolamos a área, até para que a perícia seja feita”, detalha o bombeiro.
Sobre o registro dele com a vítima, Silveira disse que não sabe quem fez e que só soube da proporção que a imagem tomou assim que chegou em casa, após a ocorrência. “A foto mostra um pouco do que é o nosso trabalho. Até tentei saber quem tirou, mas tinham muitos moradores ali no momento. Nosso lema é salvar e proteger, sem distinção. Cumprimos sempre o juramento que fizemos. E cada ocorrência é diferente e tem suas dificuldades”.
Guilherme Corrêa