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Militar asfixiou e estrangulou Mukirana

Segundo a polícia, o jovem, de 20 anos, teve participação direta na morte do jornalista.

14/01/2019 17:34

Um militar do Exército Brasileiro, de 20 anos, foi o responsável por asfixiar e estrangular Clóvis Willian dos Santos, o Mukirana. O mandado de prisão preventiva foi cumprido na manhã de sábado, por volta das 9h, pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Laguna.


Segundo as investigações criminais, o jovem asfixiou e estrangulou o jornalista enquanto os outros adolescentes realizavam socos e chutes no rosto da vítima.


De acordo com a DIC, as informações sobre o envolvimento do militar não haviam sido repassadas antes, durante coletiva de imprensa na sexta, uma vez que a medida cautelar em desfavor do rapaz ainda não teria sido apreciada pelo Poder Judiciário de Laguna. Assim, o repasse de informações ao público poderia inviabilizar o cumprimento da prisão.


Segundo a polícia, informações analisadas por intermédio dos celulares apreendidos apontava que o militar pretendia se evadir do distrito da culpa, após a apreensão dos adolescentes.


O militar, que é lotado na 3ª Companhia do 63º Batalhão de Infantaria, teria se ausentado do serviço na segunda-feira, dia 7 de janeiro, para ocultar o veículo do jornalista no Morro da Antena, em Tubarão. Por conta da falta, recebeu punição disciplinar e teria ficado recluso, no próprio quartel, nos dias 10 e 11 de janeiro.


Com a decisão judicial de sexta-feira, por volta das 22h, e com a saída do militar da punição no quartel, a polícia entrou em contato com o comando da 3ª Companhia do 63º Batalhão de Infantaria, que apresentou militar para, então, cumprir o mandado de prisão preventiva, e, logo após, ser interrogado.


O rapaz confessou ter praticado o crime. Em depoimento, afirmou que asfixiou Mukirana, enquanto os outros dois o agrediam. De acordo com o delegado Bruno Fernandes, o caso agora está absolutamente encerrado.


De acordo com ele, o militar prestava serviço no Exército há pelo menos dois anos. Contudo, seu ato em nada reflete os valores insculpidos pela instituição, sendo um caso isolado.

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