Internos da penitenciária masculina de Tubarão vão produzir fraldas pediátricas e geriátricas. A implantação da oficina dentro da unidade foi autorizada, assim como a liberação de verba para a aquisição da máquina e do material necessário para a fabricação das fraldas.
“A oficina laboral fomentará, além do trabalho, capacitação, remuneração, remissão da pena, bem como condições dignas de cumprimento da pena, contribuindo para a ressocialização dos internos, sendo que os produtos confeccionados serão fabricados a um custo inferior ao custo a de no mercado, podendo ser comercializados para instituições filantrópicas e outros órgãos públicos”, explicou ao DS o gestor da unidade, Guilherme Martins da Silveira.
Nesse primeiro momento, será fabricado um lote de cinco mil fraldas, três mil unidades da geriátrica e duas mil da infantil. “Estamos na fase de emissão de nota fiscal e acredito que, num prazo de até 20 dias, as máquinas estejam chegando na unidade. Nós já temos o espaço físico para fazer a instalação e também será ofertado um curso para o treinamento dos internos que vão atuar na oficina”, detalha Guilherme.
A ideia é que parte da produção seja direcionada para o comércio, em que a venda das fraldas gere renda para pagar os internos e para a compra de insumos, tornando a oficina autossuficiente, e que lotes sejam distribuídos para entidades da região. Num primeiro momento, quatro internos devem trabalhar na oficina, mas Guilherme adianta que esse número deve ser ampliado. “Queremos participar de um projeto, do governo federal, onde podemos ser contemplados com mais recursos, pensando na ampliação do serviço”.
MAIS TRABALHO
Ao mesmo tempo, segue em andamento o chamamento público para a seleção de empresas que desejem instalar oficinas de trabalho na penitenciária. “Esperamos que, até o começo de abril, os internos já possam estar trabalhando, após o período de apresentação das propostas, classificação, análise de documentos e escolha das empresas. Algumas, inclusive, já nos procuraram e realizaram visitas para conferir nossa estrutura, como foi o caso da Intelbras”, complementa Guilherme.