A Polícia Civil deve concluir nos próximos dias o inquérito policial que apura um possível caso de injúria racial sofrido pela empresária Kellen Beatriz Antunes (na foto ao lado), em Imbituba. O caso foi destaque aqui no DS em setembro deste ano. Na época, Kellen teria sido chamada de “neguinha atrevida” e “neguinha petulante” por uma moradora do prédio onde ela estava montando seu salão de beleza.
Segundo a polícia, após ouvir as testemunhas e os envolvidos no caso, os procedimentos investigativos foram concluídos na última sexta-feira. A injúria racial consiste em ofender a honra de alguém valendo-se de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem. A pena pode chegar a três anos de prisão e multa. Já o crime de racismo atinge uma coletividade indeterminada de indivíduos, discriminando toda a integralidade de uma raça. Ao contrário da injúria racial, o crime de racismo é inafiançável e imprescritível.
“É muito triste saber que isso ainda existe. Mas eu sei dos meus direitos. Tenho meus filhos, minha família e meu comércio. Não sou escrava, mas empresária”, explicou Kellen na época, em entrevista ao DS.