A Polícia Civil concluiu o inquérito policial da Operação Gêmeo do Mal, que apurou crimes contra o patrimônio público, em Imaruí. Ao todo, 15 pessoas foram indiciadas por participação em organização criminosa, peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, fraude processual, delitos de fraude e outros da Lei de Licitações.
O Ministério Público do Estado, até o momento, ofereceu denúncia contra oito réus: um ex-prefeito, quatro ex-secretários, dois servidores e um empresário. Eles foram acusados de integrarem uma organização criminosa, de terem praticado 182 crimes de peculato e outros 192 crimes da Lei de Licitações.
Segundo a polícia, os indiciados são suspeitos de desviar recursos simulando ou aumentando as horas de serviço para qual a empresa era contratada mediante fraudes nas dez licitações que venceu. O prejuízo estimado é de R$ 2 milhões.
Foram cerca de 152 mil horas lançadas durante a última gestão que se encerrou em 2020, além da utilização de materiais inferiores nas obras. Também foram identificadas 26 dispensas de licitação fraudulentas. A Polícia Civil estima que menos da metade das horas pagas foram efetivamente prestadas.