Réu também foi condenado por feminicídio dois dias antes, em julgamento realizado em Criciúma
Foi condenado a 18 anos e oito meses de reclusão um homem que matou um taxista em Jaguaruna. O crime ocorreu em junho de 2024 e não teve a motivação esclarecida, segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Os jurados acolheram as teses de acusação apresentadas pelo MPSC, condenando o homem por homicídio praticado por meio cruel e com recurso que dificultou a defesa de João Vieira da Silva, de 64 anos.
Conforme sustentado em plenário, o réu e seu irmão voltavam do Rio Grande do Sul para a região Sul de Santa Catarina em uma viagem previamente contratada com o taxista. Em dado momento, já na cidade de Jaguaruna, o réu atacou o motorista enquanto ele pilotava o carro e desferiu-lhe 53 facadas, que foram a causa da sua morte.
O crime de homicídio foi duplamente qualificado: cometido com meio cruel, causando intenso e desnecessário sofrimento na vítima; e ainda mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Um dos réus foi capturado pela Polícia Militar na casa de familiares, ainda em Jaguaruna, após o crime. Já o irmão fugiu para o Rio Grande do Sul e foi posteriormente morto em confronto com a Brigada Militar do estado gaúcho.
Feminicídio
A condenação por homicídio é a segunda obtida pelo MPSC contra o réu em um intervalo de dois dias. O mesmo réu foi condenado, desta vez pelo Tribunal do Júri de Criciúma, por feminicídio. O homem matou com 87 golpes de faca a tia afetiva, com quem mantinha um relacionamento amoroso.
O crime ocorreu em 1º de junho de 2024 na residência da vítima. A pena foi fixada em 26 anos e oito meses de reclusão.