Condenação foi revista após análise de agravantes do caso
Isadora tinha 22 anos A Justiça julgou procedente o recurso de apelação apresentado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e aumentou a pena imposta ao homem que matou a modelo gaúcha Isadora Viana Costa, em 2018, em Imbituba. O julgamento foi realizado em setembro de 2025 e a pena havia sido fixada em 12 anos pelo crime de homicídio qualificado por feminicídio. Agora, após o recurso do MPSC, a pena foi aumentada para 16 anos de reclusão.
O MPSC alegou que o réu, que exercia função pública e era bacharel em Direito, teria induzido a vítima ao uso excessivo de drogas nos dias anteriores ao crime, cometido o homicídio sob efeito de cocaína e deixado de acompanhá-la até o hospital, para onde foi levada sem identificação ou qualquer conhecido presente.
O acusado também teria sido hostil com autoridades policiais, especialmente com o delegado responsável pela investigação, chegando a ofendê-lo em grupos de mensagens. No recurso, a Justiça ainda manteve a decisão pela perda do cargo público que era exercido pelo réu.
Agressões
O crime ocorreu na manhã de 8 de maio de 2018. Após o casal ter uma noite de consumo de álcool e drogas, Isadora ligou para a irmã do réu pedindo ajuda, informando que o namorado passava mal em razão do uso de entorpecentes. O pedido de socorro teria irritado o acusado, que não queria que a família ficasse sabendo do consumo de drogas.
Cerca de 30 minutos depois, já sozinho com a vítima, o homem a imobilizou e passou a agredi-la, provocando um trauma abdominal que causou a ruptura da veia cava. A perícia afastou a hipótese levantada pela defesa de que Isadora teria morrido em decorrência de overdose.
Mesmo diante da gravidade das agressões, o réu demorou a acionar socorro. Encaminhada ao hospital, Isadora não resistiu aos ferimentos. O médico de plantão, ao perceber que o quadro não correspondia à versão do acusado, acionou a Polícia Civil.