A importância de manter em dia os itens de prevenção e segurança voltou a ser assunto nas instituições de ensino da região. Na última semana, 11 alunos de uma escola de Braço do Norte tiveram intoxicação após o incêndio de uma maquete.
Segundo os bombeiros, o incidente só não foi pior porque os extintores usados para combater as chamas em sala de aula estavam dentro das normas exigidas. Os estudantes chegaram a ser encaminhados ao hospital, mas foram liberados no mesmo dia, sem problemas de saúde.
De acordo com o capitão André Corrêa de Araújo, comandante da Companhia do Corpo de Bombeiros Militar de Braço do Norte, os bombeiros retornaram à Escola Dom Joaquim para conferir, mais uma vez, como estavam os equipamentos de segurança e prevenção.
“A gente já tinha feito uma vistoria antes do registro do incêndio. Foi pedido para que a diretoria fizesse algumas melhorias, em um corrimão e alguns extintores. Voltamos lá após o incidente e o diretor afirmou que as mudanças já estão sendo providenciadas”.
O comandante do Corpo de Bombeiros de Tubarão, major Diogo de Souza Clarindo, confirma que o caso de Braço do Norte só não foi pior porque os extintores usados pelos funcionários estavam em dia com o que é verificado no trabalho de fiscalização realizado pelo órgão.
Essa fiscalização é feita uma vez ao ano, tempo de validade do atestado de vistoria para alvará de funcionamento. “O problema é que a maioria das escolas públicas tem dificuldade em fazer investimentos contínuos. Muitas vezes, chegamos aos locais e encontramos extintores vandalizados, corrimãos quebrados e cabos do sistema de para-raios furtados. É essencial que as escolas, como qualquer lugar com aglomeração de pessoas, mantenham os sistemas de prevenção em dia para evitar casos mais graves envolvendo a segurança de crianças, jovens e adultos”, ressalta major Diogo.
Treinamento para instituições de ensino
A tenente Bárbara Fortkamp, chefe da seção de atividades técnicas do Corpo de Bombeiros de Tubarão, explica que as 64 escolas de Tubarão e Pedras Grandes já passaram pela fiscalização deste ano. Aquelas que devem realizar melhorias, precisam seguir um plano de regularização de edificação. “Fazemos treinamentos para as escolas que pedem, para que os funcionários saibam lidar com os equipamentos de segurança, mas a intenção do Estado é que todas passem a ter esse treinamento. Também analisamos o tamanho das portas e corredores, as placas de emergência e tudo o que é necessário para manter a segurança dos alunos”.
Guilherme Corrêa