Nove meses após matar a ex-companheira, Renato Pedro Demétrio foi condenado a 24 anos de prisão pelo feminicídio de Camila Silva Alves, de 29. O crime aconteceu em outubro de 2018. A jovem foi morta a pauladas na frente dos filhos de dois, três e 12 anos.
O julgamento e a morte foram registrados em Laguna. A denúncia do Ministério Público relatou que, inconformado com o término do relacionamento conturbado que mantinha com Camila há cerca de um ano, dirigiu-se até a residência de sua ex-companheira e, na frente dos filhos da vítima, desferiu-lhe golpes com um pedaço de madeira em diversas partes do corpo, inclusive na região da cabeça, causando sua morte.
Conforme sustentou no julgamento, o promotor de Justiça André Ghiggi Caetano da Silva, o Conselho de Sentença considerou o réu culpado de homicídio triplamente qualificado pelo motivo fútil, pelo recurso que dificultou a defesa da vítima e pelo feminicídio.
Teve, ainda, como causa de aumento de pena, a prática do crime na presença dos filhos da vítima, e o reconhecimento do meio cruel. A pena aplicada pelo Juízo do Tribunal do Júri da comarca de Laguna foi de 24 anos de reclusão, em regime inicial fechado. Preso preventivamente desde a fase de investigação do crime, o réu não terá direito de recorrer em liberdade. A decisão é passível de recurso.
O crime aconteceu no bairro Barbacena. Na época, de acordo com a Polícia Militar (PM), a filha da vítima informou que o homem invadiu a residência de sua mãe e começou a agredi-la. No dia dos fatos, a guarnição chegou à casa da vítima e a encontrou caída no chão. O homem, após as agressões, fugiu, sendo preso posteriormente.
Camila lutou pela vida por seis dias
No dia dos fatos, Camila foi encontrada dentro de casa, desacordada e com vários ferimentos. Ela foi encaminhada ao hospital e morreu seis dias depois. O agressor foi localizado pelos policiais, durante rondas, ainda no mesmo dia do caso. Ele havia se escondido em um rancho na casa dos pais.