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Casos de violência em alta

Em menos de um mês, 22 medidas protetivas já foram solicitadas

20/01/2023 06:00

Somente nos primeiros 18 dias deste ano, a Polícia Civil de Tubarão já requereu 22 medidas protetivas de urgência para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.


Além desse dado, outro número divulgado pela polícia reflete o drama vivido por diversas mulheres na Cidade Azul. Segundo a polícia, já foram registrados no mesmo período quase 100 casos de violência praticados contra mulheres, entre eles ameaça, lesão corporal leve e injúria, considerado um crime contra a honra da vítima.


“O descumprimento de medida protetiva de urgência é crime previsto da Lei Maria da Penha. Nos primeiros dias do ano, já representamos pela prisão preventiva de um investigado que reiterava nos descumprimentos. O mandado foi expedido e devidamente cumprido pelo setor de investigação da Dpcami”, revela Vivian Garcia Selig, delegada titular da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso.


Em todo o Estado, já foram registrados neste mês três feminicídios. Os crimes foram em São Bento do Sul, Canoinhas e Benedito Novo. “Nesses casos, como vem acontecendo nos últimos anos aqui em Santa Catarina, grande parte deles é praticado por intermédio de arma branca, ou seja, geralmente uso de faca. As mulheres têm entre 25 e 45 anos”, detalha Vivian.


Denúncias sobre casos de violência doméstica e familiar podem ser feitas de forma anônima, por meio do 181 e do 180, que é a Central de Atendimento à Mulher do governo federal.


Fuga após agressão

Em Sangão, uma mulher de 22 anos ficou com escoriações no rosto após ser agredida pelo marido, que chegou em casa embriagado. O caso foi registrado nesta quarta-feira, no bairro Santa Apolônia.


A vítima relatou para a Polícia Militar que o casal iniciou uma discussão depois que o homem chegou em casa alcoolizado. Durante a briga, ele a agrediu fisicamente, causando as escoriações. A vítima informou ainda que essa não era a primeira vez que ele a agredia e manifestou o desejo de requerer medida protetiva de urgência contra o marido. O homem fugiu para a casa dos pais em outra cidade após a agressão e não foi localizado.

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