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Botão do pânico é usado por tubaronenses

05/03/2020 06:00

Há quatro meses, mulheres vítimas de violência doméstica em Tubarão contam com o “botão de pânico” que envia um alerta às forças de segurança.

 

A ferramenta faz parte do Programa Rede Catarina, que completa um ano em Tubarão. De acordo com a coordenadora da ação na região, a capitã Cínthia Leandro, desde a implantação do programa foram realizadas 524 visitas preventivas às vítimas de violência doméstica na cidade, “respeitando a privacidade, a intimidade e o sigilo dos atendimentos”, diz a coordenadora.


Destas, segundo a capitã Cínthia, mais de 170 vítimas já foram atendidas pela rede. “Além disso, 79 mulheres com medida protetiva estão com o botão de pânico à disposição. Isso permite maior agilidade nos atendimentos e facilita o contato da vítima com a polícia”, fala a coordenadora. O aplicativo chamado de “PMSC Cidadão” pode ser baixado em smartphones.


Sobre o acompanhamento às mulheres, a coordenadora destaca que neste primeiro ano observou-se que a maioria das vítimas, após o acompanhamento dos PMs, conseguiu romper o ciclo de violência. “A maioria das mulheres, cerca de 90,7%, ao serem questionadas se foram vítimas de violência doméstica e familiar após o acompanhamento pela Rede Catarina de Proteção à Mulher, afirmou que não”, explica a capitã.

 

“A maioria não conhecia seus direitos”, diz PM

Através da Rede Catarina, a capitã Cínthia diz que, das mulheres atendidas, 88,9% delas afirmaram que não tinham conhecimento suficiente de seus direitos ou dos aspectos da lei Maria da Penha. “Os esclarecimentos repassados pelos policiais militares fizeram com que as mulheres passassem a se ver como sujeito de direitos, reforçando o entendimento de que a violência não é algo natural ou que deve ser mantido em segredo, e impactando positivamente o grupo familiar ao tornar mais palpáveis as consequências da violência doméstica, ao permitir o exercício da cidadania por parte das vítimas e contribuir para que possam beneficiar-se das previsões legais para auxiliá-las a romper o ciclo de violência no qual estão inseridas”.

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Daiane Fernandes

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