O Ministério Público de Santa Catarina denunciou 16 pessoas suspeitas de integrarem a organização criminosa responsável pelo roubo a banco em Criciúma, no fim da noite de 30 de novembro. Segundo o órgão, pelo menos seis ocupam funções importantes dentro de uma facção paulista responsável pelo assalto. Dos 16, estão presos 13 suspeitos e os demais estão foragidos.
Todos tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. O MPSC não passou mais informações sobre as funções que as pessoas teriam dentro da organização criminosa.
Ainda de acordo com o órgão, as investigações realizadas pela Polícia Civil de Santa Catarina, em atuação conjunta com o MPSC, continuam com o objetivo de identificar todos os responsáveis. O inquérito policial da Delegacia de Roubos e Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) possui mais de mil páginas.
Naquela noite, cerca de 30 pessoas assaltaram a tesouraria regional do Banco do Brasil em Criciúma, considerado o maior assalto da história do Estado.
Os criminosos fizeram reféns, queimaram um caminhão, atiraram para o alto com armas pesadas e fugiram levando R$ 80 milhões. Durante o crime, o soldado Jeferson Luiz Esmeraldino, que mora em Tubarão, foi baleado e ficou mais de dois meses no hospital. Ele já teve alta e continua recebendo cuidados médicos em casa.