Segundo denúncia, motivação do crime foi um acerto de contas em Garopaba
Três homens foram condenados em uma sessão do Tribunal do Júri por envolvimento em um homicídio ocorrido em Garopaba há três anos. A motivação foi um acerto de contas, já que a vítima tinha furtado a moto de um dos condenados.
Ao todo, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou dez pessoas pelo caso, das quais quatro foram julgadas nesta sessão, que durou mais de 22 horas. Os demais ainda serão julgados.
Um dos réus foi condenado a 23 anos e oito meses de reclusão em regime inicial fechado pelos crimes de homicídio qualificado, roubo circunstanciado e tráfico de drogas. Outro réu recebeu uma pena de 22 anos e oito meses de reclusão, também em regime inicial fechado, por homicídio qualificado e roubo circunstanciado.
O terceiro réu foi condenado a cinco anos de reclusão em regime semiaberto por lesão corporal. Um quarto homem, acusado de falso testemunho, foi absolvido.
Ácido sobre o corpo
Em outubro de 2021, alguns dos réus foram até a residência da vítima, um homem de 33 anos, que havia furtado a motocicleta de um deles, e passaram a agredi-la. Na sequência, a vítima foi colocada à força dentro de um veículo e levada até uma região de mata, onde continuou a ser agredida com diversos golpes com um cabo de machado e facadas, o que causou a sua morte, de acordo com a denúncia.
Após matarem a vítima, já na madrugada de 30 de outubro de 2021, um dos réus (que ainda será julgado pelo Tribunal do Júri), com o auxílio de outras duas pessoas contratadas por ele, transportaram o corpo da vítima para outra região de mata fechada e de difícil acesso, onde enterraram o cadáver e despejaram três frascos de ácido sobre o corpo, com o propósito de destruírem os restos mortais.
Os homens também roubaram o celular e dinheiro da esposa da vítima. O réu que foi condenado a 23 anos também foi condenado por tráfico de drogas, já que foi comprovado que, pelo menos dois meses antes do dia do homicídio, ele traficava em Garopaba e, naquele mesmo mês de outubro, havia vendido cocaína à vítima do assassinato.