Três homens de 18, 23 e 27 anos foram presos, e um adolescente de 16 anos foi apreendido, todos acusados pelo atentado contra uma família de Tubarão. O caso aconteceu em agosto.
No dia do crime, pai, mãe e filho foram baleados. O crime teria ocorrido após a família não aceitar o relacionamento do garoto com a outra filha da família, de 11 anos.
Na época dos fatos, as autoridades chegaram a excluir a participação do adolescente. Porém, após investigação, ele acabou sendo apreendido por envolvimento no homicídio.
De acordo com o delegado André Crisóstomo, após uma discussão, o garoto, ao ser impedido de namorar com a menina, ameaçou o padrasto dizendo que pertencia a uma facção criminosa.
“O padrasto, por sua vez, em uma fala irônica, rebateu o adolescente dizendo que pertencia a outra facção criminosa. Diante disso, o garoto levou a informação aos membros da facção rival”, conta o delegado. Pela rivalidade, acreditando mesmo que o padrasto da menina pertencia ao grupo contrário, os três homens foram até a casa da família e efetuaram os disparos.
No atentado, a mãe da menina, Graziela Antunes, de 31 anos, foi alvejada, não resistiu aos ferimentos e morreu. O bebê dela, de um ano, foi atingido por três tiros: nas costas, no rosto e no braço. Ele segue na UTI, e seu estado de saúde é estável.
O pai da criança, de 40 anos, foi alvejado no braço. “Os tiros eram para o homem. Mas a mãe estava atrás dele com a criança no colo, e ambos acabaram alvejados”, diz o delegado.
De acordo com André, o caso está solucionado, e a motivação do crime foi uma rixa entre facções que acabou em tragédia. “Uma fala irônica da vítima acabou resultando nesse atentado. Mesmo ele não tendo envolvimento com tráfico”, informa.
O adolescente foi encaminhado ao Casep, e o trio, ao presídio masculino.
O carro usado no crime ainda não foi localizado. Participaram também das investigações os delegados Bruno Marinho e Lucas Rezende.